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Fim do Google Reader – Oportunidade para quem quiser

Um dos assuntos mais comentados na web essa semana foi o fim do Google Reader – agregador de feeds de RSS disponibilizado pelo Google. Segundo o gigante de Mountain View, a data para descontinuar o produto já está marcada: primeiro de julho de 2013.

Com o Reader sobrevivendo por mais alguns meses, o #mimimi cresceu. Posts sobre o assunto estão pipocando por todos os lugares. A maioria das publicações mostra alternativas ao Google Reader, como o post do Cristiano Web, no site do Carreira Solo. Mas pelo que tenho ouvido, nenhuma delas deve tocar os corações do fãs do agregador do Google.

Esse post não é só sobre o fim do Google Reader. Ele é sobre uma oportunidade.

O fim do Reader representa a criação de um “oceano azul” para desenvolvedores que queiram preencher essa lacuna deixada pelo produto. Então, para você que está reclamando da morte do Reader segue um conselho: arregace as mangas e crie uma opção legal de RSS. Quem sabe você não cria um produto tão bom quanto o Reader e consegue arrastar um bom secto de fãs para ele? Eu sempre encaro o fim de alguma coisa como o início de uma outra, às vezes, muito melhor, seja um emprego, relacionamento etc.

Eu adoraria usar o seu Feed de RSS. Se ele for bom mesmo, como o futuro finado Reader, faço um post de divulgação aqui no blog. Então, aceita o desafio? Bora! Mãos à obra!

Sou + web #7 discute o Twitter

Neste sábado (30), rolou mais uma edição do Sou + Web, evento evento que acontece uma vez por mês no Rio de Janeiro e discute as tendências e os rumos da internet. A sétima edição do evento aconteceu no auditório da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens), no Centro do Rio de Janeiro, e foi totalmente dedicada ao fenômeno que tomou conta da web nos últimos anos: o Twitter. Sob a moderação de Roney Belhassof, a mesa de participantes foi composta pelo especialista em mídias sociais, Roberto Cassano, a blogueira e membro do PontoFrio.com, Simone Villas Boas, pelo blogueiro, Luis “The Best” Ricardo, e o criador do Twitcast, Leandro Bravo.  O Sou+Web é uma ideia de Nino Carvalho, coordenador do curso de pós-graduação em gestão estratégica de marketing digital da Facha/Igec.

“Você não apaga nada do Twitter” – The Best
O primeiro a falar foi Luis Ricardo, mais conhecido como The Best. Blogueiro experiente e antenado com as várias redes sociais, The Best destacou as características que diferem o Twitter das demais ferramentas. Para ele, o tempo que uma empresa ou blogueiro tem para atrair um usuário é curto. O tiro deve ser certo. “Você tem uma ou duas “twittadas” pra poder atingir o seu público. Mas do que isso, você já passa a ser uma pessoa chata.”, disse o blogueiro. Sobre as empresas que estão entrando no Twitter, The Best disse não se incomodar com isso. “Não vejo problema em se fazer publicidade no Twitter desde que eu acredite no produto.” Para ele, os recentes cases  de publicidade paga com Marcelo Tas, contratado para postar tweets para uma empresa de telefonia e, mais recentemente, o do blogueiro Cris Dias, não  vão contra as diretrizes do Twitter. The Best afirmou que não gosta quando se vende opinião, mas não condena quem faz isso. Segundo o blogueiro, isso é uma discussão que vai além dos 140 caracteres.
Twitter x RSS
The Best não é partidário do uso do Twitter como feed. Para ele, se uma pessoa gosta de um blog, assina o RSS daquele blog, sem precisar ficar sendo bombardeada com os links de atualizações. Esse uso do Twitter como leitor de RSS não é bem visto na twittosfera. A @fimdejogo, do blog Fim de Jogo,  e @lebravo do TwitcastBR,  levantaram uma questão que pode servir como exceção a essa regra. Para The Best, blogs que dependem de atualizações on time podem usar o Twitter como RSS, pois suas informações perdem a relevância se não forem divulgadas na hora.


Luiz Ricardo – The Best – foto: Bruno Fontes

“A oportunidade está nos mimimis” – Simone Villas Boas

Simone Villas Boas foi a segunda palestrante a falar. Simone separa o Twitter em cinco grupos: o daqueles que buscam por socialização, os que querem descobrir diversão, os que procuram informação, os “mimimi” que só querem reclamar e compartilhar suas mazelas e, finalmente, os que desejam dizer o que estão fazendo no Twitter, função inicial da ferramenta. Para Simone, cada um desses grupos distintos pode ser impactado por uma ação específica. O mais importante é que esta ação seja pontual e imediata, e que ela mexa com quem está twittando. “As grandes oportunidades para as empresas estão nas hashtags de mimimi”. As hashtags são as palavras que vem depois do símbolo # e que dão o tom do assunto tratado em cada post. Os mimimis geralmente mostram algum tipo de insatisfação e podem motivar uma ação de marketing. “Quem vende sapato, chocolate ou bebida alcoólica tem que aproveitar essas oportunidades. É uma questão de timing”, diz Simone. Para ela, o SAC das empresas tem que atuar junto com o acompanhamento do Twitter. Segundo Simone, o Twitter não é uma ferramenta para atendimento ao cliente.

@lebravo e o case da Best Shop

Leandro Bravo trabalha com internet e webdesign há mais de dez anos. Em sua palestra, ele falou do Twitcast, podcast criado por ele e um dos primeiros a ser dedicado inteiramente ao Twitter. Mas, o case da Best Shop foi o  tema que pontuou sua participação. Pra quem não sabe, a Best Shop divulgou uma promoção no Twitter que consistiu numa caça às ofertas e prometeu vender TVs LCD por R$ 200,00, durante as madrugadas. A ideia pegou carona na falha da FNAC, que teve uma alteração drástica nos seus preços recentemente, alegando que hackers teriam invadido seus sistema. LeBravo relatou que ele mesmo ficou acordado para comprar as TVs até uma da manhã, mas o site saiu do ar. No dia seguinte, eles prometeram vender as tais TVs, mas ninguém conseguiu comprar. Um #FAIL sem tamanho. A confusão que a Best Shop arrumou na web foi tão significativa que o case disseminou um certo ódio à empresa, que culminou na criação do euodeioabestshoptv pelo próprio Leandro Bravo. No site, está sendo proposta uma ação conjunta de processo. Isso vai dar pano pra manga. Como disse Nino Carvalho, as empresas não podem mais entrar de orelhada na web. Concordo plenamente.

A bancada “fera” do Sou+Web#7.  Foto: Bruno Fontes

“O Twitter cria redes sociais efêmeras” – Roberto Cassano

O último palestrante do dia foi Roberto Cassano, diretor de mídias socias da Frog, uma das mais respeitadas agências com foco em mídias sociais no Brasil. Segundo @rcassano, o Twitter é um formador de redes efêmeras. Como exemplo, ele citou as discussões sobre Fórmula 1, que se resumem estritamente ao acompanhamento das corridas e acabam quando elas terminam.

Cassano também comentou a ação desastrosa da Best Shop, mas analisou o outro lado da história. “Só erra quem tenta.” Para ele, olhar o lado da empresa também deve ser levado em consideração, pois eventualmente todos vamos errar. Ele ainda comparou o Twitter às antigas BBS – bulletin board systems – em que existia a forma “reply to all”, que para Cassano é exatamente o que acontece com o Twitter hoje.

Um assunto que também permeou a discussão do evento foi a humanização do Twitter. Cassano é o criador do @oleitorvoraz – Twitter da Frog que promove ações para a Ediouro. Para Cassano, o @oleitorvoraz é o case que ele vai guardar com carinho para toda a vida. O twitter da Ediouro virou um personagem tão humano que chegou a ser convidado para o amigo oculto de vários twitteiros. “O Twitter também é humano”, disse Cassano.


O efeito “todo mundo”

Cassano alertou para um efeito curioso provocado pelo Twitter. Ele consiste em se achar que todos estão falando sobre a mesma coisa na rede social e ao mesmo tempo. ” Você tem a sensação com o Twitter de que todo mundo está falando sobre um determinado assunto e isso não é verdade. Esse é um fenômeno que permite ser trabalhado pelos marketeiros e pode ser interessante para as marcas.”, afirmou o jornalista.

“A marca só é bem aceita se falar “twittês”

“O Twitter vai morrer um dia”

Roberto Cassano

O sétimo Sou + Web foi interessante sobre vários aspectos, principalmente para ver que o Twitter, assim como outras redes sociais, ainda é uma área desconhecida para muitos, mas gera cada vez mais interesse. A discussão foi de alto nível e os palestrantes não decepcionaram aqueles que foram conferir.

Parabéns a todos.

Links relacionados:

Blog S.O.B.R.E.T.U.D.O

Senhor Estarei te irritando

Blog do The Best – Sim, ele debate e ainda posta depois! O cara é o The Best, né?

Seria o Twitter um novo RSS?

Há quase três meses (na verdade, já havia me inscrito há mais tempo, mas só agora virei um usuário mais efetivo), tenho usado o Twitter  e a cada dia que passa me surpreendo mais com o poder desta ferramenta ainda pouco conhecida do grande público no Brasil.

Para quem nunca ouviu falar, Twitter é um site que funciona como um microblog, onde o usuário tem 140 caracteres para se comunicar com aqueles que o seguem. Diferentemente do Orkut, o Twitter não tem a pretensão de guardar informações do usuário (fotos, vídeos etc). Ele serve para comunicar o que as pessoas estão fazendo no momento em que estão logadas no site. Por exemplo, se você está em um aeroporto, pode mandar uma mensagem a todos os seus amigos (seguidores), dizendo que seu vôo irá atrasar. Legal, né?

O Twitter se torna ainda mais dinâmico quando é acessado através do celular. Aí, os torpedos (SMS) trabalham como mensageiros. Há um pequeno tutorial no site que ajuda o internauta mais leigo.

O fato que tem me surpreendido mais ultimamente é que o Twitter pode também funcionar como uma espécie de RSS. Explico. As pessoas que estão no meu Twitter sempre mandam mensagens com links de seus blogs ou sites que acham interessantes e, como eu as sigo, acabo clicando para conferir as dicas, que em sua grande maioria valem a pena. E não pára por aí. Sites jornalísticos, como G1 (@G1), BBC NEWS (@bbcentertainment), CNN (@cnnbrk) já perceberam o poder de alcance desta nova ferramenta de comunicação e publicam notícias pelo serviço.

Algumas empresas têm tentado entrar no Twitter, mas a receptividade não tem sido das melhores. Acredito que isso possa mudar com o tempo. O importante é saber se comunicar com o consumidor, que hoje deve ser tratado com muito cuidado na internet. Ser agressivo e bombardear todo mundo com publicidade indesejada não adianta.

Políticos mais antenados também entraram na onda do Twitter. Barack Obama (@BarackObama), candidato à presidência dos Estados Unidos, usa o site freqüentemente para divulgar os locais de seus comícios. Fernando Gabeira (@Gabeira43), candidado à prefeitura do Rio de Janeiro, também fez uso do serviço durante sua campanha e conseguiu seguidores fiéis. O debate que reuniu os candidatos a vice nos Estados Unidos, John Biden (democrata) e Sarah  Palin (republicana) foi acompanhado em tempo real pelo Twitter, com os próprios internautas dando suas impressões sobre o que viam. Mais web 2.0 impossível!

Se você ainda não twittou, aproveite para conhecer esse serviço que promete virar febre na web. Eu já estou lá (@fabiocarvalho). Bom Twitter pra você.