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5 anos no Twitter e obrigado a você

Confesso que eu nem me lembrava disso, mas neste dia nesta quarta (27) estou completando cinco anos no Twitter. Não. Fique tranquilo. Esse post não é autopromocional. Pode continuar lendo que eu prometo que isso não vai acontecer.

O que quero registrar aqui é meu agradecimento a cada uma das pessoas que conheci via Twitter – algumas até com quem trabalhei e trabalho hoje. Nesses cinco anos, sempre ouço alguém dizendo “para que serve o Twitter?”. São muitas as pessoas que encontrei via Twitter e depois conheci pessoalmente. Para mim, a ferramenta tem uma utilidade fantástica, mas o Twitter serve para o que cada um quiser.

Como profissional de marketing, vi muita coisa acontecer. Boas e más ações, acertos e erros. Mas, o que acho que vale mesmo é a tentativa de comunicação e – citando Carlos Nepomuceno -, diminuição do tempo de resposta das empresas aos consumidores por uma ferramenta que tem a capacidade de expandir mensagens a níveis inimagináveis há 10 anos. O Twitter aproxima e cria relacionamentos. Isso não tem preço.

Sem citar nomes, até porque são tantos, agradeço por cada tweet seu, que retweetei e por tanto conteúdo bom e bacana. Vida longa ao Twitter e a quem está na minha timeline.

E se você quiser saber a data em que entrou no Twitter, o site Tw Birthday dá uma mãozinha.

As empresas podem ser mais humanas

Já faz uns bons anos que trabalho com marketing, mídias sociais e all that jazz. Durante todo esse tempo, tenho percebido que o consumidor mais quer é se relacionar com empresas humanas. O que vejo é que as pessoas querem conversar com pessoas. Claro que empresas nunca serão totalmente humanas, mas as pessoas que fazem parte delas podem – e devem – mostrar que do outro lado do tela, do telefone, do balcão há alguém que se importa com os clientes. Não estou falando daquela falsa importância do discurso “sua ligação é muito importante para nós”. Estou falando do que sai do script, do que tem vida, do que mostra que você se importa com quem se relaciona.

Pessoas gostam de ser notadas. Clientes também. Porém, infelizmente, o que é comum é o tratamento frio, prático e insípido. Mas, quando uma marca mostra que se importa, saindo daquele textinho básico, criando conteúdo diferente, inesperado, algo acontece na relação cliente/marca e novas possibilidades ganham vida.

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Por isso, tenho uma dica para você que usa canais digitais e tem posições em mídias sociais para gerar relacionamento com seus clientes: faça algo que eles não esperem, crie conteúdos que saem do frio “obrigado”. Note que o corte de cabelo mudou. Funciona para as mulheres, que sempre reclamam que não são notadas pelos maridos, namorados. Então, pode funcionar com os seus clientes, também. Pense nisso.

8 erros de Marketing que você pode estar cometendo

Leio muitos blogs gringos sobre Marketing sempre na esperança de descobrir uma novidade que possa trazer benefícios ao mercado brasileiro e a mim como profissional de marketing. Percebo que o Brasil não está devendo nada aos profissionais lá de fora. Cada vez mais o mercado recebe bons profissionais, inovadores e que desejam fazer acontecer.

Embora esse cenário seja muito positivo, especialmente falando em mídias digitais, as chances de se cometer erros de gestão aumentam consideravelmente. Após ler mais um artigo sobre erros em marketing, fiz uma compilação dos oito erros mais prováveis das empresas atualmente. Veja o que você pode fazer para evitá-los.

1. Perder o timing

Antes de lançar uma campanha de marketing grande, dê uma olhada no calendário de suas iniciativas. Deve procurar fazer com que elas coincidam com os eventos da empresa, tais como o lançamento de um novo produto ou uma participação em eventos etc. Se você ignorar o calendário de suas campanhas de marketing, vai acabar perdendo oportunidades importantes – e isso é um erro enorme.

Obviamente, é importante não esquecer que o lançamento de um novo produto é uma grande de geração de buzz e exposição. Muitas vezes, unir táticas offline com as online pode ser de grande ajuda para aumentar a divulgação de novos produtos ou serviços. Hashtags para eventos de lançamento no Twitter e o uso do Fousquare para checkins promocionais são alguns exemplos úteis.

2. Não mensurar resultados

Muitas empresas gastam milhares de dólares em ações de marketing, sem parar para pensar no que estão recebendo em troca. Trabalhar sem monitoramento, sem visão clara do resultado final, é um grande erro.

Antes de desembolsar seu rico dinheirinho para ações de marketing, verifique se você tem uma percepção sobre o que está recebendo em troca. Tente mensurar suas ações de alguma forma. Mas, trabalhe com algo que possa gerenciar.

3. Ter um site que mais parece um anúncio

Toda empresa quer se destacar em relação à concorrência. Então é importante planejar um site pensando nos clientes. Afinal, são eles que vão usar o site realmente.
Saiba trabalhar conteúdos relevantes de forma que os seus stakeholders não pensem em deixar o seu site antes do primeiro clique. Traga algo que os surpreenda. Algo que os façam pensar “mas, poxa, eu não sabia que essa empresa fazia isso!”.

Seu site é uma ferramenta de marketing fantástica para a sua empresa. Por isso não deixe de incluir conteúdos que seus clientes potenciais e atuais acharão úteis. Não trabalhe somente a venda. Trabalhe a experiência do cliente. Não fale só de você ou da sua empresa. De gente que só fala de si mesma o mundo tá cheio.

4. Ignorar clientes Atuais

Embora seja importante para conquistar novos clientes, nunca se esqueça daqueles que já estão com você. Fidelize-os cada vez mais. Surpreenda-os. Encante-os. Ganhar novos clientes é bom, mas é também mais caro. O ideal é fidelizar a base atual e transformá-los em hubs sociais, que poderão trazer novos clientes. Não se esqueça também de promover o networking tendo os seus funcionários como parceiros na conquista de novos clientes.

5. Trabalhar sem objetivos claros

Qualquer negócio de sucesso deve ter um plano estratégico claro e objetivos alcançaveis,, Sem um objetivo claro não há sucesso.

É importante fazer um plano a cada ano, contendo os objetivos definidos para o negócio. Assim, será muito mais fácil de evitar erros e mitigar possíveis riscos. Em meu trabalho, muitas vezes, recebo um briefing que não define um objetivo claro. Como planejar uma estrada que não sei onde vai dar? Quais são os obstáculos a transpor se eu nem sei onde são as curvas no caminho?

6. Impedir a criação

Penso que uma empresa deve ser uma fonte interminável de criação. Isso deve ser disseminado para os funcionários para que eles também tenham essa iniciativa criadora. Mas,aí alguém diz: “na minha empresa, o trabalho é muito burocrático, como posso mudar as coisas?”. A ideia é criar algo útil, que torne o trabalho mais prazeroso e dinâmico. Quem fica parado é água de poço. Não estou falando de reinventar a roda, mas de ser criativo. Isso pode acontecer em níveis variados e mesmo assim gerar resultados incríveis.

7. Querer tudo ao mesmo tempo agora

É tentador estar na vanguarda de tudo. Mas, será que isso significa agir com eficiência e atender bem o cliente?

Procure, sim, mostrar que você pensa em novidades (vide item 6), mas não tente abraçar o mundo com apenas dois braços. Diversificar as ações é importante para atingir público distintos em ambientes variados, mas que precisa de uma página no Foursquare se ainda tem como público-alvo as classes C e D? Agora, se você é dono de restaurante, entre agora no Foursquare. Conheça o que seus clientes pensam sobre o seu negócio. Interaja e se relacione com eles. Se você trabalhar com B2B, talvez o Linkedin gere mais resultados do que o Facebook. Um evento com os influenciadores do seu mercado pode trazer mais resultados que um perfil no Twitter somente.

8. Falta de relacionamento com o cliente

Serviço pra mim deveria ser um dos primeiros pensamentos em qualquer plano de marketing. Servir bem um cliente e garantir que ele pensará em voltar ou comprar o seu produto.

A falta de relacionamento com o cliente em tempos de marketing digital coloca a sua empresa na idade da pedra. Portanto, não esconda o telefone, e-mail, e o endereço da sua empresa no site. Coloque essa informação na primeira página. Muitas vezes, tudo o que o cliente quer e falar com a empresa. E isso pode significar muito pra você.

Trabalhe as redes sociais da sua empresa em seu site, também. Isso evita riscos de o seu cliente seguir perfis não oficiais. Se tiver um blog, responda os comentários mais relevantes. Mostre que você se interessa por quem se interessa por você.

Sucesso.

CNI lança clube de benefícios para pequenos, médios e grandes

Um clube de vantagens para a indústria. Essa foi a ideia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançada esta semana. No Clube Indústria de Benefícios é possível encontrar descontos em diversos segmentos, como software, vale-alimentação, planos de saúde, veículos,  capacitação empresarial, logística, transportadora, equipamentos etc.

Atualmente, 58 empresas já estão cadastradas para oferecer produtos e serviços. A CNI espera que até o fim do ano 800 companhias disponibilizem suas ofertas de produtos e serviços.

Diferenças com sites compras coletivas

O Clube Indústria de Benefícios pode até lembrar os sites de compras coletivas, mas existem diferenças entre os dois modelos. No da CNI, o diferencial está no fechamento das transações. As compras não são concluídas no site e não é necessário um número mínimo de empresas participantes. Cada companhia que criar uma oferta no site pode determinar sua própria regra de compra. Após imprimir o cupom de oferta, o interessado passa a negociar diretamente com o anunciante.

Interessante perceber como a internet abriu novos caminhos para todos e em diferentes níveis de atuação. Tudo isso se resume a uma palavra: relacionamento. As conversas que aproximam pessoas online, agora, promovem relações econômicas mais amplas. #win

Tatuagens, relacionamento e marcas

Quando tive aulas com o professor Andrei Scheiner,  feraça em branding, fiquei muito curioso sobre a defesa da dissertação de mestrado que ele desenvolveu: “um estudo sobre as narrativas do consumo a partir das tatuagens de marcas de produtos”. Achei aquela uma grande sacada para mostrar até onde um fã marca iria para mostrar seu amor por ela.

Uma vez, me peguei zapeando pelos canais a cabo, quando me interessei pelo Miami Ink, programa em que tatuadores mostram seu estilo de vida e conversam com os tatuados sobre suas vidas e aventuras. Naquele momento, pensei: esses caras poderiam servir como o melhor exemplo de atendimento ao cliente que já existiu. Por quê? Explico.

Muita gente já conhece esses programas ‘Miami ou LA inks” da vida, mas pra quem nunca ouviu falar, funciona assim: a pessoa chega ao estúdio com uma ideia do que quer tatuar. Daí, o tatuador prepara o rascunho do que será pintado no corpo do cliente, se ele gostar, claro. Como os tatuadores são feras, raramente o cliente se sente insatisfeito, até porque, como disse, a ideia de tatuar é do próprio cliente. É ele que procura o serviço, seja por referência de amigos ou conversas em mídias sociais.

Passada a fase do rascunho, o tatuador começa a pintar o desenho na pele do cliente. É nessa hora que surge o componente fundamental para um bom atendimento: o relacionamento. As pessoas geralmente têm tatuagens por algum motivo e querem expressar seus sentimentos com esse gesto. Os tatuadores também sentem isso e trocam ideias in loco, perguntam aos clientes o que os levou a querer fazer tal tatuagem. Surgem histórias bacanas, motivos nobres, às vezes bem-humorados, mas o principal é que ali a relação “empresa” e cliente está muito bem fundamentada.

Ao terminar a tatuagem, o tatuador pergunta ao cliente o que ele achou. Novamente, é raro alguém dizer que não ficou satisfeito. Temos um grande follow-up, na hora, e muito bem conduzido, sem as formalidades do mercado tradicional. Assim, o cliente vai embora satisfeito, com a promessa de voltar ao tatuador para fazer mais uma tatuagem, pois quem gosta, geralmente, tem mais de uma. Se bem tratado, o cliente obviamente voltará ao mesmo tatuador. Olha o share of mind, aí gente!

É ou não é um serviço a ser copiado por quem pensa em um bom branding? Um viva aos bons tatuadores.