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10 dicas de conteúdo e bons amigos

Se existe algo fantástico que a internet nos trouxe foi a possibilidade de acessar e produzir conteúdo, de gente próxima ou não.

As redes sociais aumentaram ainda mais esse acesso e com elas surgiram as hashtags. A minha favorita é #FollowFriday. Se você não conhece, provavelmente, ainda não tem uma conta no Twitter. Follow Friday é uma maneira de indicar perfis que valem a pena começar a seguir naquela rede. Logicamente, essa tag é sempre postada às sextas-feiras, daí o Friday. Por isso, hoje resolvi fazer um #FollowBlog; uma homenagem a pessoas legais e seus blogs/sites que só conheci por causa da internet e das mídias sociais.

Bolando rolando antes de o jogo começar
Nesse caso, minha dica é o Fim de Jogo, da minha querida amiga Cristina Dissat. Esse blog informa o que acontece no entorno dos estádios do Rio de Janeiro. O bacana é que esse projeto tem crescido tanto que já recebeu o reconhecimento de coleguinhas da mídia esportiva. Se você quer saber se ainda há ingressos para um jogo ou se o trânsito vai mudar no entorno dos estádios, a dica é o Fim de Jogo

Design é com designer
Minha admiração por esse cara vem de um bom tempo. Quando nos conhecemos, ela aumentou ainda mais. Cristiano Santos, o @cristianoweb, é o cara pra mim, quando o papo é web design. O que acho mais interessante no trabalho do Cris é que antes de fazer qualquer projeto, ele gosta de entender o funcionamento das empresas dos seus clientes, como eles pensam, que marketing fazem, enfim, o Cris gosta de conhecer a parte mais importante de uma empresa antes de começar a desenhar um site.

Tecnologia é coisa de geek
Há vários e bons blogs sobre tecnologia por aí, mas meus favoritos são o Digital Drops e o Meio Bit, ambos capitaneados pelo Nick Ellis. Tive a oportunidade de trabalhar com o Nick e conhecer o profissional sério e dedicado que ele é. E se alguém duvida o que esse cara conhece de tecnologia, ele não teria sido eleito Geek do ano à toa, né?
Ainda sobre tecnologia, não dispenso uma olhada no Tecnoblog, sempre atualizado e com uma linguagem rápida e informativa, como um blog deve ser.

Google e ponto
Podem me chamar de fã do Google ou o que for, mas pra mim não existe outra empresa de tecnologia que reúna uma série de ferramentas tão úteis gratuitamente na internet. E sobre esse assunto minha referência é o Google Discovery, do Rene Fraga – que é uma exceção aqui, pois não o conheço pessoalmente. O GD está sempre à frente quando assunto é a gigante de Mountain View. Leio e indico.

Filósofos da rede
Blogs que fazem a gente pensar devem ser lidos e relidos. Mais importantes que suas opiniões são as perguntas que eles lanças sobre nós. Afinal, são as perguntas que movem a vida. Nessa linha, eu sempre recomendo o Meme de Carbono, do meu amigão Roney Belhassof, e Nepôsts, do mestre Carlos Nepomuceno. Quem gosta de entender o que acontece no mundo hoje deve dar uma olhada nessas fontes.

Deficientes ganham espaço na web
Por muitos anos, deficientes físicos vêm lutando por mais e melhores condições de mobilidade, empregabilidade e reconhecimento. Essa luta e suas conquistas é retratada no blog do Luis Ricardo, o The Best. O Blog do Deficiente Físico é uma fonte sempre atualizada e com posts relevantes para quem é deficiente e para quem deseja aprender a tratar e lidar com que tem alguma deficiência.

A história contada por quem conhece
Adalberto Day é um amigo que fiz por causa da paixão que ele e eu nutrimos pelo Vasco da Gama. Conheci o Blog do Adalberto com um post sobre histórias do futebol e do Vasco. A partir daí, comecei a conhecer histórias fantásticas sobre Santa Catarina e Blumenau; tanto que tenho vontade conhecer esse lugar desde que li os post do Day. Se você gosta de blogs que resgatam a memória das cidades, recomendo esse.

Profissão livreiro
Livros escolhidos a dedos para leitores que querem mais que uma best seller. Assim é o Bons Livros para Ler, do meu querido amigo Luiz Guilherme de Beaurepaire. Luiz Guilherme é um livreiro profissional de mão cheia que leva para o seu blog o universo literário, indicando obras que promovem uma reflexão sobre a difícil tarefa de escrever. Fica a dica.

Adoro Arquitetura
Realmente, adoro. Mas, além de gostar de arquitetura, a Adoro Arquitetura é feita por quem sabe. Gosto muito das dicas do blog, pois eles sempre procuram mostrar ideias que saem do lugar comum. Afinal, quem adora alguma coisa quer sempre fazer diferente e melhor.

Receitas gostosas, mesmo pra quem não é fera na cozinha
Se você precisa se virar na cozinha de vez em quando e ainda fazer bonito, minha dica é o Receitas Demais. Meu amigo e guru gourmet Rafael Vitoriano mostra que pratos rápidos e gostosos não são impossíveis; e podem fazer você ganhar bons elogios. Experimente!

Bônus Track
Sei que são dez as dicas, mas não quero deixar de fora o blog do Roberto Tostes. “Fazendo” tem uma linguagem super agradável, com posts que motivam nosso lado criativo. Roberto escreve com alegria e vontade de espalhar suas ideias mundo afora. Recomendadíssimo.

E aí, qual é a sua dica para o #followblog? Deixe sua dica nos comentários e boas leituras.

Google+ considerado por consumidores americanos melhor que o Facebook

Dizem que estou ganhando grana do Google para falar bem do Google+. Quem me dera! Sou apenas um evangelizador do Google+, porque acredito que essa plataforma bate o Facebook no quesito mais importante, na minha opinião, em redes sociais: a privacidade. Tudo bem que o Facebook não tem nada a ver com essa espetacularização da vida pessoal que vemos hoje em dia. Mas, a característica “quanto mais aberto melhor” facilita o sentimento de privacidade quase zero daquela rede.

Nessa terça (17), o ranking da American Customer Satisfaction Index revelou que o Google+ ficou em primeiro lugar no ranking de satisfação com redes sociais nos EUA, enquanto o Facebook ficou com a última colocação.

Em uma escala de 0 a 100, o Google+ alcançou índice de satisfação 78, superior às outras redes sociais mais populares, como Twitter (64), LinkedIn (63) e Facebook. A rede de Mark Zuckerberg obteve o menor índice da categoria, 61 pontos.

Entre os pontos negativos que colocaram o “feice” em último lugar estão a insatisfação dos consumidores americanos com a “Timeline” – coisa que acho que funciona melhor para empresas – e a falta de privacidade dos dados que cadastram na rede social.

Por outro lado, a clareza e facilidade de uso do Google+, aliado à integração com outros serviços do Google e a presença menor de publicidade têm sido fatores que agradam os americanos. A experiência móvel do Google+ também foi considerada melhor que a do Facebook. Posso dizer que, nessa terça, me senti um pouco como os consumidores americanos. You go, Plus!

Retrospectiva 2011

Retrospectivas são sempre retrospectivas. Por isso, vamos ao que de melhor aconteceu aqui no blog em 2011. Esse ano vai ser marcado pela chegada definitiva do Facebook ao Brasil e o aparecimento do Google Plus. A plataforma de distribuição de conteúdo do Google que promete “imitar” a forma como nos relacionamos com as pessoas na vida real. Mas, teve mais aqui no Me Emblogando. Confere aí!

Foursquare

O post sobre o uso do Foursquare para empresas foi uma dos mais lidos no blog e também um dos que mais me deixou feliz esse ano. Muitos profissionais de hotelaria despertaram para essa possibilidade de relacionamento com seus clientes e me enviaram e-mails pedindo contato com o Foursquare.

Miso

Na linha do Foursquare, mas com checki-ins televisivos, o Miso apareceu e mereceu um post aqui no blog. Hoje, confesso que uso mais o Get Glue, mas essa ideia de dar check-ins em atrações, seja na TV ou em um cinema é muito válida.

A polêmica promoção do Camiseteria

É pública a minha admiração pelo trabalho do Camiseteria. Mas, esse ano, na minha opinião a empresa pisou feio na bola, canibalizando uma promoção que rolava em outro blog e distribuia prêmios de uma marca concorrente. Se você quer mais detalhes dessa história toda – a discussão foi para até no Facebook – dá uma lida no post e me diga o que acha.

Um papo sobre música e mídias sociais

Ainda esse ano, entrevistei aqui o líder da banda Bleffe, Christian Garcia. Na ocasião, falamos sobre a promoção que colocou fãs da banda (eu tô lá) na capa do CD dos caras. Christian é humilde e diz que está aprendendo sobre mídias sociais. Eu acho que ele bate um bolão e utiliza duas das armas mais poderosas do meio: a sinceridade e a relevância.

Mesmo que você não seja um grande, monitore o que falam sobre sua empresa

Outro post de razoável procura – esse mercado ainda deve evoluir nos próximos anos no Brasil – foi sobre dicas de monitoramento para pequenas e médias empresas. Nele, eu falo sobre ferramentas gratuitas que podem ajudar muito no relacionamento com consumidores, podendo mudar a forma como essas empresas se comunicam na web.

Redes sociais acordam para os pequenos e médios também

O Facebook lançou esse ano um programa de anúncios para pequenas e médias empresas. O Me Emblogando falou sobre isso. Apesar de as redes sociais serem realmente uma forte tendência no comércio online, lembro sempre a importância de ser dono do próprio conteúdo.

E chegou o Google+

Acredito muito no Google+ e na ideia de que ele será mais  que simplesmente um rede social. Tanto que fiz três posts sobre ele. O primeiro apresentando a rede a quem ainda não a conhecia(ce). O segundo, sobre dicas do Google Plus para empresas. E no terceiro eu falo sobre um hangout que participei com Chris Brogan, autor de um dos primeiros livros sobre o G+.

Quero desejar um grande 2012 pra você que leu um post aqui, ou enviou um link do Me Emblogando a um amigo, ou me retwittou em algum momento. Que no ano que vem os CEO’s estejam mais atentos às redes sociais ainda. A prova de que isso dá certo foi o Prêmio Aberje 2011 vencido pelo case do MetrôRio. Diminuir o tempo de resposta ao cliente é meio caminho para melhorar o relacionamento, ganhar a confiança do consumidor e vender mais.

Te vejo em 2012.

Feliz Ano Novo!

 

MetrôRio nas Mídias Sociais – Vencedor do Prêmio Aberje 2011

Falar desse case é um motivo de muito orgulho pra mim. Primeiro porque o MetrôRio é um serviço público e entendo que um dos grandes papéis das mídias sociais, se não for o maior, é diminuir o tempo de resposta ao consumidor. Segundo, porque nesse case trabalhei ao lado de um dos profissionais mais talentosos das novas mídias: Nick Ellis. Além disso, pude desenvolver esse planejamento ao lado de Valéria Miranda, Claudia Martins e Daniela Sabbá, colegas na In Press Porter Novelli com quem divido as glórias desse prêmio. Sem contar o auxílio luxuoso de Bárbara Bono, Tatiana Seixas e Hugo Godinho. Sem dúvida essa foi uma equipe de feras.

Na minha opinião, o case MetrôRio Nas Mídias Sociais ganhou o Prêmio Aberje 2011 porque fomentou a criação de uma nova cultura na empresa, que passa pela participação dos funcionários no processo de atendimento ao consumidor nas redes sociais. Essa é a grande contribuição que esse case deixa: trabalhar com mídias sociais é pensar em como podemos melhorar a experiência do usuário com os serviços do mundo real.

Senhoras e senhores, com vocês, o case do MetrôRio.

Redes sociais – Colaboração e evolução para todos

Em junho, fui convidado pela Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia para escrever um artigo que englobasse os temas redes sociais e saúde. Acrescentei o tempero “colaboração” pra dar um gostinho especial ao molho. Como a revista é restrita aos associados, reproduzo o artigo aqui no blog. Agradeço a especial ajuda do meu querido amigo Cristiano Santos, o @cristianoweb, que me ajudou a enriquecer o artigo com a história do seu filho Nicolas.

Sempre que me pedem para pensar, escrever ou palestrar sobre redes sociais,gosto de lembrar  o amor romântico. Aquele que colocava a mulher em um pedestal,bem longe do alcance daquele  que a desejava. Para demonstrar seu amor, o romântico dedicava várias linhas e versos ao  objeto de sua admiração, porém jamais conseguia chegar perto da sua amada. Enfim, ela não  tinha como saber o quanto era desejada, nem o quanto seu admirador a queria.

A relação entre consumidores e marcas tem muito a ver com o berço do romantismo. Da mesma forma que os poetas românticos amavam platonicamente, sem que suas amadas soubessem dos  seus sentimentos, as marcas, as empresas, as instituições em geral, até pouco tempo, não conheciam e nem mesmo se interessavam por aqueles que dedicavam comunidades, blogs e fóruns de discussões a elas. Hoje, em dia, esse cenário está mudando, com o crescimento e adesão de mais pessoas ao fenômeno das redes e mídias sociais.

Esse aumento do número de usuários às novas mídias forçou a descida das empresas de seus pedestais. Podemos dizer que o desenvolvimento da internet e das redes promoveu uma horizontalização na forma de diálogo entre quem provê um serviço ou produto e quem os consome. O que deve ser destacado nesse processo é o sentido de colaboração que as mídias  digitais proporcionaram a consumidores e profissionais.

É como se essa vontade, essa latência já estivesse presente em nós – afinal redes sociais não acontecem somente na internet; todos nós fazemos parte delas desde o início de nossas vidas -, mas não tivesse uma válvula de escape que a fizesse acontecer.

Colaboração é a chave

Entretanto, quando se fala em redes sociais, logo vem à cabeça a ideia de que um diálogo é  estabelecido, ou seja, todos passamos a ter opinião. Hoje, todos nós somos mídias. E, se o assunto é saúde, todo cuidado é pouco. O recente caso de boatos sobre a vacina contra a gripe H1N1, que se espalhou pelo Twitter e teve os e-mails do tipo spam como grande disseminadores de informações equivocadas, provocou o não comparecimento de muitas pessoas aos postos de vacinação. Isso demonstra que é cada vez maior a necessidade de um monitoramento do que é dito nos ambientes digitais por parte dos governos, para evitar que fatos como esse voltem a ocorrer. Felizmente, temos outros bons exemplos do uso das redes, como empresas farmacêuticas que investem em estratégias online e o nosso próprio Ministério da Saúde, que hoje além do Twitter (mídia social de comunicação rápida, com textos de até 140 caracteres), Orkut (ainda a maior rede social no Brasil), Facebook (o mais recente fenômeno das redes sociais), Flickr (redesocial para fotos) e YouTube (mídia social para vídeos), conta com uma ferramenta social para responder às duvidas dos cidadãos: o Formspring.

Além do aspecto colaborativo das novas mídias, o fator emocional não pode ser deixado de lado. Muita gente pôde encontrar um caminho para tentar resolver questões práticas ou muito mais complexas graças ao contato online com outras pessoas, que passaram por situações semelhantes. Uma vez, em um evento sobre internet, ouvi o relato de um consumidor que achou a solução para o volume de sua televisão no Orkut – um plástico colocado pelo fabricante dentro da caixa de som impedia que o som se propagasse corretamente. Vai entender!

No tocante a questões relacionadas à saúde, um dos casos mais emocionantes que conheço é do designer Cristiano Santos, autor do blog “Eu tenho um filho especial”. Cristiano e a esposa encontraram nas redes sociais a força para lidar com a deficiência do filho Nicolas. Foi no Orkut que eles descobriram pais que conviviam com filhos que apresentavam o mesmo problema: a síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Hoje, Cristiano é uma referência para pais que o procuram na esperança de entender melhor essa síndrome e de como agir com seus filhos perante esse problema.

Acredito que mais instituições médicas deveriam criar seus ambientes online e participar mais das conversas que rolam pela internet. Isso promoveria uma aproximação maior e super vantajosa entre profissionais e pacientes. É claro que o papel dos médicos e demais profissionais de saúde nunca será substituído por diagnósticos online. O olho no olho, o carinho do médico com seu paciente é uma relação que deve existir sempre. O importante a ser lembrado é que o fundamental do relacionamento das instituições com consumidores nas redes sociais é a diminuição do tempo de resposta. Aliar as mídias digitais a uma nova postura dos profissionais de saúde pode ser o início de um novo relacionamento colaborativo, que poderá ser extremamente benéfico. Imagine o meu amigo Cristiano, tendo que obter informações sobre o problema do Nicolas, sem a ajuda das redes sociais? Que novos tempos venham e mais pessoas sejam ajudadas por esse horizonte que surge na internet.