Arquivo da tag: promoção

5 dicas de monitoramento online para pequenos e médios negócios

Se você tem um pequeno ou médio negócio, saiba que o seu público já está falando da sua empresa nas redes sociais. Claro que pequenos e médios não são tão comentados em redes sociais, como os grandes players do mercado, mas quem sabe você não está perdendo boas oportunidades de melhorar o relacionamento com seus clientes, podendo até estabelecer um CRM via mídias sociais ou acões em e-mail marketing?

Todos os dias, 100 milhões de posts são partilhados no Facebook, 90 milhões de mensagens são postadas no Twitter e quase 50 mil novos blogs são criados. E o que é que você pequeno ou médio empreendedor tem a ver com isso? Tudo.

Como disse antes, mesmo que você não tenha um grande share (porção) do mercado, seus consumidores podem estar te oferecendo oportunidades de ótimas ações de relacionamento e, claro, vendas. Algumas possibilidades do uso do monitoramento online são:

  • gestão da reputação da sua empresa ou de percepção do atendimento ao cliente
  • inteligência de negócios (BI) e para obter feedback sobre sua marca
  • encontrar conversas que são interessantes para o seu negócio, ouvir as pessoas e depois, se juntar a elas
  • saber o que a sua concorrência está fazendo

Como as ferramentas utilizadas para monitorar o que os consumidores falam sobre as marcas mais famosas geralmente necessitam de investimentos mais altos, que com certeza não fazem parte do orçamento da sua empresa, preparei 5 dicas para você começar a ouvir seus clientes na internet gratuitamente.

1. Crie uma lista de palavras que falem sobre o seu negócio

Comece com o básico. Abra um documento do Word e escreva sua lista. Limite as palavras àquelas que sejam essenciais ao seu negócio, para que você não pegar muito “lixo”. Alguns exemplos do que você pode querer incluir na sua lista de palavras:

  • nome da organização
  • Nomes dos produtos que você produz
  • Nomes das pessoas na sua organização
  • Nome do seu site
  • Seus perfis em mídias sociais. Se você já os tiver, claro.

2. Comece a procurar

Com as palavras da sua lista em mãos, vá até ao Alertas do Google e crie seus alertas de monitoramento, incluindo os termos escolhidos por você para o seu negócio. Além do Google Alertas, você pode procurar ferramentas gratuitas que investigam melhor as redes sociais: Yahoo Pipes, Search Twitter  (para buscas específicas no Twitter) e o Hootsuite, que permite a criação de listas sobre termos específicos as suas necessidades), entre outras ferramentas que só requerem o seu trabalho.

3. Relacione o que encontrar ao que realmente acontece no seu dia a dia

Seja sincero com você mesmo. Se encontrou posts de sentimento negativo, ótimo. Faça a relação dos post em uma planilha de Excel, mesmo. Categorize-os e classifique as opiniões dos clientes por sentimento (positivo, negativo e neutro). Encare os posts como OPORTUNIDADES de melhorar o seu negócio.

Marque os nomes de quem reclamou. Procure entrar em contato com essas pessoas nas redes em que elas se manifestam e mostre a elas que você está agradecido pelos comentários e que pretende melhorar seu negócio baseado na opinião delas. Se eu estiver certo, você já vai perceber uma mudança de pensamento dos seus consumidores só por esse contato. Mas, não deixe de melhorar. Dizer que vai fazer e depois não fazer é pior ainda.

4. Decida o que vale a pena

Depois de catalogada a lista de posts encontrada é hora de decidir o que vale a pena. Nem todos os posts em redes sociais devem ser respondidos. Não há tempo pra isso. Você não tem tempo pra isso, certo. Então, haja com inteligência e foco. Ninguém melhor que você conhece o seu negócio e vai entender o que deve ser respondido. Mais uma vez, seja honesto consigo mesmo e encare as críticas.

5. Continue o relacionamento com seus consumidores.

Esta talvez seja a etapa mais difícil. Mantenha o contato com quem você conquistou na internet. Pense em ações de relacionamento capazes de construir laços mais fortes entre o seu negócio e quem gosta dele. Podem ser ações simples, mas que toquem o coração e o bolso de quem se importa. Descontos para quem falar do seu post no Twitter pode ser uma ideia, por exemplo. O mais importante é que você perceba o oceano azul de oportunidades que os seus concorrentes ainda não puderam ver. Se você sair na frente, poderá levar vantagem. Esse processo de monitoramento não deve levar mais que 30 a 45 minutos do seu dia. Boa sorte e boas buscas. Se precisar de mais dicas, me procure: fabio@meemblogando.com.br

Camiseteria e a polêmica da troca dos cupons

Participo de um grupo de discussões no Facebook chamado Entusiastas da Social Media e ontem fui surpreendido com o post da Renata Chelli Arcoverde, do blog Biscoitices. No post, Renata contou sobre uma promoção feita em seu blog, que deu às vencedoras cupons de desconto para o site Threadless, a versão americana do nosso Camiseteria.

Depois de a promoção ter se encerrado, o perfil do SAC do Camiseteria fez a proposta que causou toda a polêmica no grupo do Facebook: trocar os cupons de desconto da Threadless, de US$ 25,00 cada, das ganhadoras, por vale-compras do Camiseteria, no valor de R$ 80,00.

As opiniões no grupo foram bem distintas. Uns aprovaram a atitude do Camiseteria, outros não gostaram. A pergunta que ficou é: será que ações mais agressivas de marketing, como essa, agradam ao público brasileiro?

Na minha opinião, a ação do Camiseteria não foi bacana. Mas, acho que a empresa tem o direito de tentar esse tipo de abordagem. Só que poderia ter se pensado em uma forma de mostrar mais valor ao blog Biscoitices e às ganhadoras. Oferecendo os seus cupons, sem ter partipado da promoção do Biscoitices, o Camiseteria reduziu a importância do prêmio oferecido pela Renata, no seu blog. Nesse caso, o blog é a mídia a ser valorizada. Se fosse feito de outra forma, às vencedoras da promoção teriam uma chance de conhecer o Camiseteria – que é bacana, eu curto pra caramba, sem a necessidade de comparar tão explicitamente o produto do Camiseteria com a concorrência. Quem sabe algo como, “parabéns, pela promoção do Biscoitices. Queríamos que você (ganhadora) conhecesse o nosso produto também e gostaríamos de te enviar um cupon de….”, não deixaria de validar a promoção do Biscoitices e, talvez, encantasse mais quem ganhou a promoção.

A conversa chegou a um ponto tal que o Fabio Seixas, criador do Camiseteria, resolveu participar, fato que eu e vários outros achamos muito louvável. Isso prova que o Camiseteria ouve opiniões de quem se interessa e curte seus produtos. Kudos!

Acho que há muitas possibilidades de ações de marketing. Mas penso que, assim como deve haver uma adequação de conteúdo às várias redes sociais, deve haver adequações à cultura de cada país e medir o nível de agressividade de cada ação.

O Camiseteria tem todo o direito de tentar e o público tem todo direito de opinar. De qualquer forma, achei DUCA o Fabio Seixas ter ido ao grupo – cerne da discussão -, se exposto e ouvido a galera. Isso é o bacana em midias sociais. Isso é co-criação.

E você, o que acha dessa abordagem de marketing? Mesmo, que não participe do grupo, deixe a sua opinião por aqui.

Uma dica: seja dono do seu conteúdo

Outro dia me perguntaram o que eu acho sobre empresas que transformam seus sites em páginas do Facebook ou canais do YouTube. Minha resposta foi: seja dono do seu conteúdo. Tenha o seu blog ou site – de preferência com domínio próprio -, e dê ao seu conteúdo um porto seguro.

Antes que me condenem, quero deixar claro que não minimizo o valor das redes sociais e jamais faria isso, pois acredito no valor e engajamento que elas podem propiciar a uma marca. O que digo é que, quando a casa não é totalmente nossa, estamos sujeitos a mudanças de regras repentinas, que podem derrubar um planejamento de marketing digital, por exemplo.

Para ilustrar minha opinião, recorro a uma história que aconteceu com Albert Einstein. Certa vez ele foi convidado a uma festa, que exigia traje formal: paletó ou casaca, como queiram. O grande Einstein não estava de paletó e foi impedido de entrar na festa. Ele foi para casa, voltou com o paletó e conseguiu entrar. Quando parou em frente ao buffet, começou a se servir. Só que ele não colocava os alimentos no prato e sim nos bolsos do paletó.  Como o julgavam excêntrico (maluco mesmo), resolveram perguntar porque ele estava fazendo aquilo. Einstein respondeu que não tinha sido convidado para festa. O convidado era o paletó. Genial, né? Imagine se você transformar seu site em uma página de Facebook ou outra rede social e o Zuckerberg exigir um paletó novo para você entrar na festa. A quem você vai pedir emprestado?

Apesar de curioso, o exemplo dá uma ideia do que pode acontecer com o seu conteúdo. Facebook e outras redes sociais mudam suas regras de privacidade, promoção e publicidade constantemente e quem coloca todos os seus ovos em uma só cesta corre o risco de perdê-los de uma vez.

Vantagens de ter seu conteúdo guardado no seu site/blog:

  • Layout próprio, que pode ser alterado quando você quiser.
  • Programação não está sujeita a mudanças de uma hora pra outra
  • O servidor é seu. Você não depende de alguém pra ter sua página rodando
  • E se o Google ou o Zuckeberg pirarem e resolverem parar com a brincadeira?

Por isso, se você e sua empresa produzem conteúdo e pretendem fazer dele uma poderosa arma de marketing, dê uma casa própria a ele. Viver só de “aluguel” pode ser arriscado.

Miso – o Foursquare da TV

Essa semana, vi um tweet da minha colega Bianca Leão e fiquei curioso com o conteúdo. Era uma tuitada sobre o que ela estava assistindo naquele momento. Na verdade, a Bia estava dando um checkin em um programa de TV!!! Isso mesmo, amiguinhos! Pesquisei um pouco mais e descobri que aquele tweet vinha do Miso, o Foursquare da TV.

O objetivo do Miso é disponibilizar uma plataforma que mostra a que programas as pessoas estão assistindo, em tempo real. Você pode fazer um checkin em seu programa ou série de TV favorito e ainda socializar essa informação com seus amigos. Além disso, o Miso distribui badges super criativas. Tudo para agradar os amantes das telinhas.

Antes de fazer esse post, dei uma olhada no blog do Miso. O projeto foi iniciado em 2010 e preparou badges especiais para a Copa da África do Sul. Lá fora, Estados Unidos, o site já fez parcerias com reality shows e recentemente passou a ser uma companhia da Pepsico10, programa que selecionou dez startups para fazerem parte da companhia, além de receberem suporte da Highland Capital Partners e do site Mashable.

As badges que o Miso distribuiu durante a Copa da África 2010

Vejo muitas oportunidades para um site assim, principalmente relacionadas à mobilidade. O Miso tem versão para iPhone e agora também para Android. Como com ele é possível saber o que fãs de séries e programas estão assistindo e identificar possíveis influenciadores, há possibilidades para ações de marketing específicas que premiem uma audiência qualificada.

A gente sabe que nos Estados Unidos ninguém brinca em serviço, muito menos quem lida com o mundo da televisão, o Miso continua fazendo parcerias e divulgando o serviço de “geotvlocalização”. Em janeiro, o site fechou a divulgação do novo reality show da OWN – Oprah Winfrey Network, a rede de televisão da famosa apresentadora americana.

E no Brasil, será que o Miso pega? Eu acho que sim. O Twitter tem sido uma fonte inesgotável de opiniões sobre o que as pessoas assistem na TV. Como o Miso é integrado ao passarinho azul e ao Facebook, as chances de crescimento são grandes.

Bleffe dá uma aula de co-criação nas mídias sociais

Já escrevi um post aqui sobre como o Bleffe divulga o seu som nas mídias sociais. Na minha opinião, a banda é um dos melhores cases sobre o uso das possibilidades que a internet trouxe para músicos que desejam mostrar seu trabalho na grande rede.

Não bastasse a ação da blogagem coletiva, que rendeu muitos posts bacanas sobre o clipe de “Tarde demais”, dessa vez o Bleffe foi ainda mais longe: organizou uma promoção que vai sortear iPods e um iPad entre os amigos que patrocinarem o novo single da banda. Além disso, todos os participantes da ação vão aparecer na capa do próximo CD do grupo. Eu achei a ideia genial e resolvi bater um papo online com Christian Garcia, vocalista do Bleffe.

Como surgiu a ideia pra ação?

Christian Garcia, líder do Bleffe (terceiro da esq. para dir.)

Infelizmente, a grande maioria das bandas independentes tem pouquíssimos recursos financeiros pra investir eu suas próprias carreiras. Grande parte encerra suas atividades por isso. É um ciclo vicioso: não tem show> a banda não faz $$> não aparecem shows, etc, etc…

Então o que resta fazer? Dar/criar um “jeitinho”, criar alguma(s) forma(s) de manter a atenção do público, mesmo que “online”, já que o público “offline” está complicado atender, por conta da escassez de espaços e oportunidades.

Eu tinha acabado de ganhar dois iPods Shuffle numa promoção online, e, vendo que há quase um ano e meio o Bleffe não lança música nova, resolvi pensar em algo. Inicialmente pensei numa rifa online, pura e simples, mas aí, vendo uma série de ações de crowdfunding dando certo por aí, resolvi juntar tudo: fazer uma rifa e, ao mesmo tempo, mobilizar as pessoas que gostam do som do Bleffe a “tomarem parte”.

Conversei com o Bruno Francesco, que, além de cantor também é publicitário, e ele deu o toque final, dando a ótima idéia de embutir as fotos dos doadores na capa do CD. Daria o toque de “colaborativismo” necessário pra ideia ao menos chamar a atenção.

Já com a ação “no ar”, eu pensei no cunho comercial dessa idéia das fotos e passei a oferecer a campanha pra quem tem algum tipo de empreendimento, empresa, sei lá…A pessoa/empresa, dando uma colaboração
com um valor maior, teria sua marca exposta com maior destaque, como no caso do pessoal do “Queremos”.

Nesse meio tempo, o Bruno acabou tendo outra idéia: “porque não aumentarmos o desafio, e incluirmos um iPad no sorteio, caso esse desafio seja igualado/superado?”. Então estabelecemos a meta de 1000 doações pra sortearmos o iPad.

Você espera com essa ação mudar a forma como o mercado da música pensa em relação aos novos modelos de negócio?

Sinceramente, não tenho essa pretensão, mas olha, seria muito legal se essa ação causasse isso. Já existem bandas/artistas que pensam diferente, que sabem que o fã é o balizador do seu sucesso. Às vezes eu acho que o próprio fã ainda não se deu conta do poder que tem. O fã precisa “se ligar” de que é sim, capaz de mudar as programações de rádio e TV. Basta não alimentar essa
indústria, basta procurar ouvir algo que realmente o agrade, o faça sentir bem. E a internet já é a “fonte dos desejos musicais” das pessoas.
Pra descobrir bandas/artistas nacionais eu indico a Melody Box e pra descobrir artistas gringos eu indico o The Sixty One. Todos os dois são “minas de ouro” de boa música. Você fã de boa música, que me lê, não precisa ser escravo do jabá, não precisa “enfiar” em seus ouvidos o que
a “indústria” QUER que você ouça.

Você acha que o Bleffe pode virar uma referência para as futuras bandas que ainda procuram os seu espaço?

Modéstia à parte, espero que sim. É aquilo, Fábio, eu tenho o segundo Grau, cara, não sou formado em publicidade e nem em Marketing Digital ou coisa do tipo. Cometo, sim, erros na divulgação do Bleffe na internet. Claro que muito menos erros do que cometia há 5 anos, quando comecei, mas ainda erro.

Venho estudando, consultando pessoas do meio, ouvindo um conselho aqui, um “esporro” ali (é, eu tomo esporro…hehehe), lendo matérias, enchendo meus favoritos de links… Mas vejo que poucas bandas/artistas têm a dedicação e atenção ao online. É LÓGICO que eu não estou pregando aqui que o online é “tudo”. Não estou aqui “demonizando” o palco, o show. Mas num momento onde os espaços são pouquíssimos ou em que brotam às centenas movimentos onde o artista paga pra tocar, ao invés de receber, a internet vira uma alternativa, e, em alguns casos, se transforma na tábua de salvação de alguns artistas.

Temos exemplos sabidos de artistas que retomaram suas carreiras por conta da internet, das redes sociais. E, indo um pouco mais longe, também existe o caso de uma boa parte dos artistas que AINDA pensam que só tocando, ensaiando e gravando vão conseguir algo. Tem que por a mão na massa, correr atrás do seu espaço, produzir seus próprios eventos (como fiz com o “Bleffe convida” em 2007 e 2008, onde dividimos o palco com mais de 35 bandas, algumas até de fora do RJ). Sem contar a falta de união da classe, que é latente! Um monte de exemplos por aí de junção de forças que levam ao sucesso, independente da área, e na música o “farinha pouca meu pirão primeiro” ainda rola, e com força!

Vejo muito você à frente das ações do Bleffe. E o resto da banda, tem o mesmo engajamento?

Bela pergunta, mas com resposta triste. Não. O resto da banda não tem o mesmo engajamento. O baterista nem perfil tem, em lugar algum. O baixista tem Orkut e Facebook, só. O guitarrista tem Orkut, Facebook e Twitter. Eles não tem essa ligação com as redes que eu citei ser primordial, mas, fazer o que? Eu é que não vou esperar por ninguém, né? Hahahahaha… Eles aprovam e aplaudem a maioria das ações que eu realizo, mas nada muito além disso.

Ainda dá tempo de participar da promoção do Bleffe e, quem sabe, levar iPods e um iPad pra casa. Por isso, #CORRAO!!!