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Redes sociais no trabalho: liberar ou não?

Antes de decidir se uma empresa deve permitir o acesso dos funcionários às redes sociais, deve-se analisar a sua cultura. Um dado interessante é que as características das empresas no mundo dos átomos, muitas vezes, refletem suas atitudes no mundo dos bytes, nas redes sociais.

Políticas de Comunicação Digital

Depois de se avaliar a cultura organizacional, é importante que as organizações desenvolvam políticas de comunicação digital. São elas que ditam as regras do jogo, ou seja, as políticas são instrumentos que orientam os funcionários e mostram o que pode e o que não pode ser postado. É muito importante que as políticas de comunicação digital tragam capítulos especiais sobre a natureza de cada rede, mostrando claramente para que elas servem, sua utilização e suas características únicas, além de exemplos de publicações de mau gosto e postagens indevidas. Dessa forma, todos estarão atentos e aptos a usar esses as redes sociais corretamente e em prol da empresa.

Tive a chance de participar da elaboração da política de comunicação digital de um grande grupo empresarial. Infelizmente, a determinação da organização era não permitir que os funcionários utilizassem redes sociais no trabalho. Sendo assim, não faria sentido uma política que propusesse o acesso às redes no ambiente profissional. Mas, de qualquer forma, aquele documento continuou tendo valor, pois orientava os funcionários a não expor o grupo e os próprios colegas a situações vexatórias e embaraçosas, em postagens feitas fora do ambiente de trabalho. Um outro passo que merece atenção é a apresentação da política aos funcionários e a sua distribuição na organização.

Minha opinião

Particularmente, sou extremamente a favor do uso das redes sociais no trabalho. Além de acelerarem a comunicação entre funcionários, evitando um número absurdo de e-mails, elas promovem o engajamento do público interno, colaboração e desenvolvimento de projetos profissionais. Funcionários bem orientados podem se transformar em verdadeiros hubs (disseminadores de mensagens-chaves) da empresa, isto é, verdadeiros vendedores das ideias da organização, trabalhando como divulgadores voluntários.

Dessa forma, as empresas mostram que confiam em seus funcionários e acreditam que eles podem seguir as orientações das políticas de comunicação. Em contrapartida, os funcionários devem agir com responsabilidade e saber que estão trabalhando. Simples assim.

Dedico esse post à consultora de marketing Denise Tonin. Foi em uma postagem dela no Google+ que começamos uma conversa, que me motivou a escrever sobre o assunto.

E aí, como é o acesso às redes sociais na sua empresa? Sua opinião aqui é totalmente liberada. =)

Google+ considerado por consumidores americanos melhor que o Facebook

Dizem que estou ganhando grana do Google para falar bem do Google+. Quem me dera! Sou apenas um evangelizador do Google+, porque acredito que essa plataforma bate o Facebook no quesito mais importante, na minha opinião, em redes sociais: a privacidade. Tudo bem que o Facebook não tem nada a ver com essa espetacularização da vida pessoal que vemos hoje em dia. Mas, a característica “quanto mais aberto melhor” facilita o sentimento de privacidade quase zero daquela rede.

Nessa terça (17), o ranking da American Customer Satisfaction Index revelou que o Google+ ficou em primeiro lugar no ranking de satisfação com redes sociais nos EUA, enquanto o Facebook ficou com a última colocação.

Em uma escala de 0 a 100, o Google+ alcançou índice de satisfação 78, superior às outras redes sociais mais populares, como Twitter (64), LinkedIn (63) e Facebook. A rede de Mark Zuckerberg obteve o menor índice da categoria, 61 pontos.

Entre os pontos negativos que colocaram o “feice” em último lugar estão a insatisfação dos consumidores americanos com a “Timeline” – coisa que acho que funciona melhor para empresas – e a falta de privacidade dos dados que cadastram na rede social.

Por outro lado, a clareza e facilidade de uso do Google+, aliado à integração com outros serviços do Google e a presença menor de publicidade têm sido fatores que agradam os americanos. A experiência móvel do Google+ também foi considerada melhor que a do Facebook. Posso dizer que, nessa terça, me senti um pouco como os consumidores americanos. You go, Plus!

Google+ promete levar privacidade a sério

Uma das características que me chamaram mais a atenção no Google+ foi a privacidade que a ferramenta Circles promete oferecer aos usuários da nova rede social do gigante das buscas. E dessa vez parece que o Google não está pra brincadeira com esse assunto, que já o colocou em maus lençóis com a justiça aqui e lá fora.

Basicamente, o que o feature Circles oferece é a oportunidade de o usuário compartilhar conteúdos específicos com quem ele ou ela quiser. Imagine uma professora, com alunos adolescentes, que quer postar as fotos daquela “festinha” com seus amigos. Com o Circles, segundo o Google, sua reputação está garantida, pois somente os amigos que estiverem no círculo da tal festa vão poder ver as fotos. Assim, a professora poderá ter um círculo com os alunos, para compartilhar material das suas aulas, e outro para os amigos. Sem dúvida isso faz diferença em qualquer rede social.

Quem quiser pode ainda alterar as características de privacidade, clicando em Settings/Opções. Lá, você pode trocar sua senha (lembrando que o Google disponibiliza uma senha somente para todos os seus serviços – mão na roda pra quem tem memória ruim, né?), até mesmo deletar o seu perfil do Google+, antes o Google aconselha que você faça o download dos seus conteúdos, que poderão ser exportados depois.

Além destes itens, você pode mexer nas configurações dos Circles, alterar a sua visibilidade na rede, trocar as opções de fotos, visitar o Centro de Privacidade do Google, mudar notificações de e-mail e mobile, assim como mexer na linguagem do seu Google+  e na forma como você o conecta com os outros serviços do Google.

Parece que dessa vez os googlers podem ficar mais tranquilos quanto a distribuição e privacidade dos seus conteúdos. Vamos acompanhar pra ver o que o Google reserva para empresas. Por enquanto, somente alguns parceiros serão convidados para experimentar o lado business do G+. O gigante das buscas pediu para que empresas não criem perfis voltados para pessoas dentro do Google+. E aí, sua empresa vai esperar? Acho que vai valer a pena. Até o fim do ano teremos novidades.

Se você ainda não conhece o Google+ e quer saber tudo o que a rede social do Google pode oferecer, recomendo o guia do Mashable.

 

Uma dica: seja dono do seu conteúdo

Outro dia me perguntaram o que eu acho sobre empresas que transformam seus sites em páginas do Facebook ou canais do YouTube. Minha resposta foi: seja dono do seu conteúdo. Tenha o seu blog ou site – de preferência com domínio próprio -, e dê ao seu conteúdo um porto seguro.

Antes que me condenem, quero deixar claro que não minimizo o valor das redes sociais e jamais faria isso, pois acredito no valor e engajamento que elas podem propiciar a uma marca. O que digo é que, quando a casa não é totalmente nossa, estamos sujeitos a mudanças de regras repentinas, que podem derrubar um planejamento de marketing digital, por exemplo.

Para ilustrar minha opinião, recorro a uma história que aconteceu com Albert Einstein. Certa vez ele foi convidado a uma festa, que exigia traje formal: paletó ou casaca, como queiram. O grande Einstein não estava de paletó e foi impedido de entrar na festa. Ele foi para casa, voltou com o paletó e conseguiu entrar. Quando parou em frente ao buffet, começou a se servir. Só que ele não colocava os alimentos no prato e sim nos bolsos do paletó.  Como o julgavam excêntrico (maluco mesmo), resolveram perguntar porque ele estava fazendo aquilo. Einstein respondeu que não tinha sido convidado para festa. O convidado era o paletó. Genial, né? Imagine se você transformar seu site em uma página de Facebook ou outra rede social e o Zuckerberg exigir um paletó novo para você entrar na festa. A quem você vai pedir emprestado?

Apesar de curioso, o exemplo dá uma ideia do que pode acontecer com o seu conteúdo. Facebook e outras redes sociais mudam suas regras de privacidade, promoção e publicidade constantemente e quem coloca todos os seus ovos em uma só cesta corre o risco de perdê-los de uma vez.

Vantagens de ter seu conteúdo guardado no seu site/blog:

  • Layout próprio, que pode ser alterado quando você quiser.
  • Programação não está sujeita a mudanças de uma hora pra outra
  • O servidor é seu. Você não depende de alguém pra ter sua página rodando
  • E se o Google ou o Zuckeberg pirarem e resolverem parar com a brincadeira?

Por isso, se você e sua empresa produzem conteúdo e pretendem fazer dele uma poderosa arma de marketing, dê uma casa própria a ele. Viver só de “aluguel” pode ser arriscado.

Diaspora no ar em setembro

Na quarta-feira, palestrei na Unisuam, como disse no último post emblogado. Lá, fui perguntado sobre a questão da privacidade na internet e lembrei a crise que abalou a confiança do Facebook, depois da mudança de política de privacidade do site. E foi para tentar acabar com esse problema do uso de dados pessoais por terceiros, em rede sociais, que um grupo de universitários da Universidade de Nova Iorque criou o Diaspora. A rede social tem lançamento previsto para 15 de setembro e promete proteger os dados dos usuários.

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