Arquivo da tag: Mídias sociais

torcedores midias sociais

A Copa das mídias sociais

Com menos de cem dias para começar a Copa do Mundo, imagino a euforia dos estrangeiros que virão curtir o maior evento mundial do futebol. Muitos deles já estão com os passaportes prontos para o Brasil, mas ainda há ingressos à venda, ou seja, o número de torcedores aqui será ainda maior.

fans 1

Tenho certeza de que junto com esses fãs internacionais da bola seremos invadidos por milhares de celulares e, claro, lotados de aplicativos de mídias sociais. Será um festival de hashtags em vários idiomas, que também poderão ser usadas para falar com as marcas aqui no Brasil. Analise comigo. Como teremos muitos estrangeiros no país, o monitoramento de serviços, produtos deverá ser redobrado para saber o que os turistas falarão sobre as marcas. O marketing das empresas deve estar atento não somente à exposição de marca, mas também à percepção gerada nos visitantes, especialmente hotéis, restaurantes até, por que não, o pipoqueiro da esquina.

fan2

Outro aspecto extremamente interessante é que essa Copa do Mundo será a primeira que contará com as ferramentas de mídias sociais mais populares efetivamente estabelecidas. Isto é, teremos um volume infinitamente maior de geração de conteúdo do que em 2010, quando o Twitter ainda era o dominante. WhatsApp, Facebook, o próprio Twitter, Instagram e até mesmo o mais recente Google+, mais usado por estrangeiros, hoje já são ferramentas mais que populares.

fan3

Como em todo grande evento, ainda mais nesse que tem 12 sedes, geograficamente espalhadas por um país de grandes distâncias, a busca por informações será enorme, conteúdos sobre transportes, o entorno dos estádios, hotelaria e serviços em geral devem ser espontaneamente gerados pelas mídias sociais, por isso será importante que as marcas estejam ainda mais atentas ao que falam sobre elas. E falando em serviços especiais para o evento do próximo mês de junho, se você ainda precisar comprar ingressos para a Copa a Brasil IguanaTickets te dá aquela força. Boa Copa, bons posts e bons serviços.

 

 

Chris Brogan fala sobre o Google+ para negócios

Nesta segunda-feira, 28, o famoso consultor e guru em mídias sociais Chris Brogan promoveu um webinar sobre o Google+ para negócios. Afinal, desde a liberação do gigante de Mountain Ville para a criação de páginas de empresas, muitas dúvidas têm surgido e um profissional como Brogan – que vai lançar um livro sobre o Google+ nesse Natal, é sempre uma boa fonte de informação.

Esse tema já foi abordado por mim aqui no blog. Em geral, o webinar de Brogan não trouxe grandes novidades, mas deu algumas dicas sobre estratégia de conteúdo, que podem ajudar quem ainda está perdido no Google+.

Google+ Vs. Facebook

A primeira coisa que Chris Brogan mencionou no webinar foi sobre a “briga” entre o Google+ e o Facebook. Na verdade, segundo Brogan, não deve haver uma disputa entre um ou outro. O consultor segue a linha de pensamento de Guy Kawasaki, que diz que o Google+ é uma forma de conectar pessoas por meio de seus interesses. Já o Facebook, conecta pessoas que se conhecem ou têm alguém que serve de hub entre elas.

Eu vejo o Google+ como uma excelente ferramenta de distribuição de conteúdo, mas acho que ainda vai levar um tempo para que as pessoas percebam que o Plus é muito mais que uma rede social.

Melhore sua apresentação

Chris Brogan mencionou que as empresas, assim como as pessoas, precisam melhorar suas páginas de apresentação. Aquelas páginas do tipo “Sobre”. Para ele, uma boa apresentação pode ser meio caminho andado para despertar o interesse por uma empresa.

Perfis interessantes para “circular” no Google+

Apesar de o webinar ter sido sobre dicas para empresas no Google+, Brogan deu dicas para quem precisa de indicações de bons perfis. Já existem alguns diretórios de perfis, como o Women of  Google+ (que só indica perfis de mulheres), o Find People on Plus e o GPeep (esses últimos permitem que perfis sejam encontrados de acordo com palavras-chaves, ao estilo do Follower Wonk para o Twitter).

Uma conta de e-mail apenas para gerir as página no Google+

Perguntei a Chris Brogan sobre a limitação que empresas enfrentam para gerir contas, tendo apenas uma conta de administrador para usar o Google+. Ele disse que isso deve ser resolvido pelo Google em breve e que por enquanto é aconselhável compartilhar a mesma conta de e-mail para a empresa.

Estratégia de Conteúdo

Para Chris Brogan a estratégia ideal de conteúdo no Google+ não difere muito das outras mídias sociais: uma boa e balanceada mistura de posts originais sobre a sua empresa, inovação e compartilhamentos de conteúdos de outros perfis ou páginas. Brogan apontou as páginas da Dell, Intel e Red Bull, como empresas que estão fazendo a coisa certa no Google+.

Os círculos de Brogan. Reconheci Brian Clark (Copyblogger), Robert Scoble e Scott Monty, da Ford

Para o consultor é sempre bom fazer testes de postagens em diferentes horários. Uma outra dica é o Ripples, feature que mostra quantas pessoas deram +1 a um determinado post, ainda não está disponível para todos (eu não tenho, também). Acredito que o Google deva liberar o feature para todos em breve, como faz sempre que lança novos produtos.

Hangouts

Como eu falei no meu post sobre o Google+ para empresas, Chris Brogan ressaltou a importância dos hangouts, também. Segundo ele a oportunidade de lançar produtos para clientes escolhidos meritocraticamente é uma das inúmeras possibilidades que a ferramenta oferece. O poder do vídeo não deve ser subestimado.

Um fato engraçado foi quando Brogan decidiu mostrar o que é um hangout. Ele escolheu o perfil para fazer o hangout com ele e … recebeu um belo erro 404 (página não encontrada), ao que respondeu com um “Thank you, Google!”. Tive que rir dessa.

Toma essa! Chris Brogan não gosta do Klout

Perguntado sobre a influência do Google+ no Klout, que incorporou recentemente o Plus à ferramenta de métricas sociais, Brogan foi categórico: “não gosto do Klout e não sou o cara certo para falar sobre o ele”.

5 razões para CEO’s prestarem mais atenção às redes sociais

Há algumas semanas, estava em uma reunião de apresentação de relatório de uma campanha de comunicação aos diretores e ao CEO de uma empresa. Tudo ia bem até que chegou a hora de mostrar as menções dos consumidores à marca. Em uma delas, uma consumidora fez uma crítica à empresa e, no post, parecia furiosa com o atendimento. Com o tempo, nossa equipe conseguiu reverter a imagem que a consumidora tinha da empresa e ela passou a ver a marca com outros olhos, chegando a agradecer pela atenção.

Após a apresentação, o que mais me impressionou foi o comentário do CEO da empresa: “nós temos call center, chat online etc, por que ela reclamou no Twitter?” O silêncio tomou a sala, mas eu não podia sair sem dizer: “o consumidor hoje não reclama onde a empresa deseja, e sim onde ELE quer!”. Por incrível que pareça, em 2011, aquela informação foi uma surpresa para aquele executivo. Daí, pensei, assim como aquele ele, devem existir vários outros que ainda não perceberam que o jogo mudou e quem manda agora é a voz do consumidor. Então, resolvi pensar em cinco razões para os empresários prestarem mais atenção às mídias sociais.

1. O caminho entre consumidores e empresas foi muito encurtado pelas mídias sociais. Empresas inteligentes já desceram de seus antigos pedestais para conversar e construir novos relacionamentos, que vão muito além do SAC via call-centers.

 

2. Com vários consumidores instatisfeitos, manifestando suas angústias pelo Twitter, Facebook e Reclame Aqui, monitorar as opiniões sobre a concorrência e perceber oportunidades pode ser uma ótima fonte de novos negócios para as empresas.

 

3. Um bom trabalho em mídias sociais pode transformar consumidores em embaixadores de marcas. Quem sabe sua marca não ganha uma legião de novos fãs e defensores?

 

4. Além de blogs de jornalistas da imprensa tradicional, a web proporcionou a chegada de novos formadores de opinião que, hoje em dia, são mais influentes que muita gente de rádio e TV. Um trabalho focado na audiência desses influenciadores pode trazer excelentes resultados para a sua empresa.

 

5. Por último, o mais difícil: engajamento. É muito difícil engajar realmente os consumidores, mas se sua empresa se dedicar a uma causa que encontre apelo no seu público, a possibilidade de construção de uma rede engajada é grande. Por isso, observe o que o seu target gosta, dê valor a isso, relacione a sua empresa com esse valor, abrace a ideia e quem sabe você não conseguirá mais que curtidores para a página da sua marca.

Por aqui são cinco razões, mas quem quiser postar mais os comentários estão abertos.

 

 

Twitter em português deve aumentar usuários no Brasil

Essa semana, o Twitter anunciou em seu blog a chegada oficial da língua portuguesa à terra do passarinho azul. Penso que, com o Twitter falando português, mais brasileiros devem se tornar adeptos da ferramenta. Podemos reconhecer essa atitude do Twitter como um reconhecimento da adoção da ferramenta por aqui, também. O Brasil já emplacou trending topics mundiais, como #calabocagalvão, além de ter alguns dos perfis mais populares no mundo do microblogging (já disse que odeio essa palavra?)

Falar a mesma língua deixa as pessoas mais à vontade

Em minha carreira, tive contato com vários profissionais estrangeiros, seja na área da comunicação ou em outras que atuei, todos essas pessoas se sentiam mais tranquilos com um interlocutor que as entendia. Apesar de uma recente pesquisa mostrar que o brasileiro ainda usa muito as redes sociais como e-mail, a comunicação via mídias sociais é sempre bem- vinda por aqui, a exemplo do Facebook que já ultrapassou o Orkut em tráfego.

Com o Twitter em português é possível que aconteça esse mesmo fenômeno. Mais confortáveis com língua, os brasileiros poderão se aproximar da ferramenta e passar a perceber o esforço cada vez mais frequente das empresas nessa mídia, fazendo do Twitter um canal de comunicação mais dinâmico e eficiente. Dizem que os brasileiros em geral não vão se acostumar à característica anacrônica da ferramenta, mas isso só o tempo dirá.

Tradução dos botões

Sobre a tradução em si, alguns pontos podem ser acertados, como ” trending topics”, que foi transformado em “tópicos da tendência”. Talvez, chamar de “tópicos ou temas do momento” fosse melhor. Outra tradução complicada é a de “timeline”. Não acho que “histórico” tenha sido a melhor escolha, mas vida que segue.

E você, acha que o Twitter em português vai melhorar a relação dos brasileiros com a ferramenta?

Universitários, profissionais e um papo legal na Gama Filho

Nesta quarta-feira (18), participei como palestrante do Ciclo de Atualidades, projeto da Universidade Gama Filho, que convida profissionais e alunos para conversar sobre comunicação. Estiveram comigo, a publicitária, Renata Tasca, da agência Biruta, e o jornalista Ricardo Schott, gerente de conteúdo da LabPop Content. O evento foi coordenado pela professora Adriane Martins.

O bate-papo com a galera do #Gamacom foi ótimo. Fiquei contente em ver o bom nível dos alunos, que trouxeram bons questionamentos. Minha palestra foi sobre Planejamento Estratégico e o meu assunto favorito: branding. Além disso, apresentei o case do Metrô Rio, um dos bons exemplos de comunicação integrada da In Press Porter Novelli. O assunto despertou a curiosidade dos universitários e foi bom para esclarecer alguns pontos sobre como é feita a comunicação de um dos meios de transporte público mais importantes para a cidade.

Renata Tasca, deu uma ótima palestra e mostrou os cases bem bacanas da agência Biruta. Ricardo Schott falou sobre a dificuldade de gerenciar crises de imagem e como fazer para contornar situações. Schott, que é colaborador da revista Billboard, mostrou grande conhecimento do mercado musical brasileiro e, como eu, deu dicas aos alunos sobre gerenciamento de conteúdo, abordando temas, como adequação e colaboração.

Parabéns à Gama Filho e seus alunos pelo evento e obrigado pelo convite.