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Experiência FACHA – de volta às raízes

Nesta segunda (13), estive na Faculdade Hélio Alonso – FACHA (Campus Méier) debatendo redes sociais, novas mídias entre assuntos, na companhia de Mario Cavalcanti, do  Jornalistas da Web, e do professor Felipe Franceschini, que moderou nosso bate papo. Essa conversa fez parte do evento Experiência Facha e foi gravada no estúdio da faculdade. Espero ter o vídeo para mostrar aqui no blog,  em breve.

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O jornalismo não é mais feito somente por jornalistas

Na recente tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina, a movimentação ocorrida na internet, principalmente através do Twitter, que mostrou internautas catarinenses atualizando notícias sobre as condições das regiões atingidas naquele estado, confirmou uma tendência ao fortalecimento do papel da cidadania por meio do uso de redes sociais. No blog da clicRBS um post curto, porém muito bem colocado por Leonardo Corrêa, levanta a questão sobre o hiperlocalismo – o papel do jornalismo-cidadão -, proposta pelo site journalism.co.uk.

Acredito que cada vez mais os internautas terão uma maior participação na produção de conteúdo informativo espalhado pela grande rede. Os blogs são exemplos cada vez mais exemplos vivos disso. Artistas, jornalistas (eu), pseudo-celebridades, todos hoje têm seus blogs e literalmente por várias vezes “furam” jornais e revistas. Cabe aos próprios internautas o discernimento para acreditar nessa ou naquela fonte. Imaginem o que o Twitter, os blogs e flickrs da vida teriam mostrado e noticiado no trágico 11 de setembro de 2001? Ainda hoje, me lembro de um fato aqui no Rio em que um taxista reportou um tiroteio ao vivo, em plena Linha Vermelha, ao programa de rádio Ronca Ronca. Ele entrou ao vivo e a audiência foi considerável, pois gerou uma resposta de outros ouvintes naquele exato momento.

Acho que os meios de comunicação mais tradicionais, como rádio e TV, também deveriam se dedicar a uma programação mais local. É claro que isso esbarra em uma estratégia comercial que visa a lucros maiores, mas – com todo o respeito a qualquer estado brasileiro -, eu não tenho o menor interesse em um buraco que causa problemas em uma rua no interior. Assim como quem mora no interior não se interessa muito pelas mazelas da cidade.

O hiperlocalismo já é uma realidade. Resta saber o que será realmente relevante e o que será “barriga”. O que não se pode é desvalorizar o trabalho dos jornalistas, pois eles são mais preparados para tratar a notícia de uma maneira profissional. Os jornalistas também deverão conviver com os conteudistas de plantão, pois deles pode vir o próximo furo ou a próxima idéia em comunicação. A palavra de maior destaque neste paradigma da comunicação atual é a coexistência.