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O que problemas nas UPPs podem ensinar sobre marketing

Os recentes acontecimentos mostrando confusões em locais já ocupados pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro, mostram o que já era de se esperar: comunidades que há muitos anos não recebiam assistência, sendo lembradas por motivos claramente práticos. Afinal, o Brasil receberá em pouco mais de um mês a Copa do Mundo e um pouco mais adiante os Jogos Olímpicos, também no Rio. Acontece que essa onda de “assistência” repentina me sugeriu uma ponderação, que fica muito clara na foto abaixo.

O Estado, que nunca respeitou aqueles que hoje deseja "cuidar", não pode exigir respeito instantâneo dos "cuidados".

O Estado, que nunca respeitou aqueles que hoje deseja “cuidar”, não pode exigir respeito instantâneo dos “cuidados”.

Mas, o que essa triste realidade pode ensinar sobre marketing? 

Que quanto mais tarde você começa um relacionamento com o seu público, mas difícil é para conquistar a sua confiança e respeito. É isso mesmo. Quanto mais você demorar a estabelecer um diálogo com seus clientes, mais tempo levará para alcançar seus objetivos de comunicação.

Um dos meus autores de marketing favoritos, Michael Port, afirma:

“O tamanho da sua oferta ao seu público deve ser sempre proporcional à quantidade de confiança que você recebe desse mesmo público”.

Portanto, se você ainda não tem um planejamento de marketing e comunicação para impactar o seu público-alvo, pense nisso pra ONTEM! Até porque, existem outras empresas concorrentes a sua ou profissionais que já podem estar fazendo isso bem melhor que você.

E aí, vai ficar parado?

Omaha! Como usar o Twitter em grande eventos

Você conhece a cidade de Omaha? Fica no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. O que isso tem a ver com esse post? Explico. Omaha tem um twitter oficial e o usou com muita inteligência nesse domingo (12). Tudo por causa do Denver Broncos, time de futebol americano em que o quarterback Peyton Manning joga.

O quarterback tem uma das posições mais importantes em um time de futebol americano. Ele é responsável por “chamar” as jogadas e indicar o momento em que a bola lhe deve ser passada para que ele faça o time avançar. No caso de Manning, essa indicação é dada quando ele fala a palavra “Omaha!”. Como Manning chama muitas jogadas e a NFL (liga de futebol americano) tem uma audiência enorme nos Estados Unidos, o perfil oficial da cidade de Omaha agradeceu a ele “pelo amor demonstrado à cidade”. Veja.

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Esse tweet foi visto por outros perfis relevantes e rapidamente começou a ser muito retwittado. Hoje, mais pessoas ficaram sabendo o que Omaha tem.

#Ficaadica: grandes eventos podem ajudar a gerar buzz a sua comunicação. Suas mensagens podem começar a chegar a muito mais pessoas e seu número de seguidores aumentar rapidamente. Tudo é questão de aproveitar as oportunidades.

5 anos no Twitter e obrigado a você

Confesso que eu nem me lembrava disso, mas neste dia nesta quarta (27) estou completando cinco anos no Twitter. Não. Fique tranquilo. Esse post não é autopromocional. Pode continuar lendo que eu prometo que isso não vai acontecer.

O que quero registrar aqui é meu agradecimento a cada uma das pessoas que conheci via Twitter – algumas até com quem trabalhei e trabalho hoje. Nesses cinco anos, sempre ouço alguém dizendo “para que serve o Twitter?”. São muitas as pessoas que encontrei via Twitter e depois conheci pessoalmente. Para mim, a ferramenta tem uma utilidade fantástica, mas o Twitter serve para o que cada um quiser.

Como profissional de marketing, vi muita coisa acontecer. Boas e más ações, acertos e erros. Mas, o que acho que vale mesmo é a tentativa de comunicação e – citando Carlos Nepomuceno -, diminuição do tempo de resposta das empresas aos consumidores por uma ferramenta que tem a capacidade de expandir mensagens a níveis inimagináveis há 10 anos. O Twitter aproxima e cria relacionamentos. Isso não tem preço.

Sem citar nomes, até porque são tantos, agradeço por cada tweet seu, que retweetei e por tanto conteúdo bom e bacana. Vida longa ao Twitter e a quem está na minha timeline.

E se você quiser saber a data em que entrou no Twitter, o site Tw Birthday dá uma mãozinha.

E você… já entendeu a revolução?

Escrevi este post para um projeto coletivo chamado Digital Já e, como gosto desse texto, reproduzo-o aqui no blog.

Atualmente, para muitos internautas, os blogs são uma coisa normal. Todos já leram ou passaram os olhos em um blog, pelo menos uma vez. E se ainda não o fizeram, devem conhecer alguém que já tenha feito. Isso não significa que todos conheçam a força dos blogs ou saibam que um conjunto deles pode promover e fomentar mudanças sociais, políticas e até econômicas. Entender e saber usar esta força transformadora é a proposta do livro Blog – Entenda a revolução, escrito por Hugh Hewitt, lançado em 2007 pela editora Thomas Nelson Brasil.

Para aqueles que ainda não sabem ou nunca ouviram falar na palavra blog, vale um explicação. Blog vem da abreviação de web log. *Trata-se de um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou “posts”. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog. Se você, depois de ler esta resenha, pretende conferir o livro, aqui vai uma dica: procure não se importar com alguns aspectos relativos ao autor.

Hugh Hewitt é americano, republicano ferrenho, defensor das políticas reacionárias de George Bush, que permearam os anós pré-Barack Obama. Tirando isso, Blog é um livro muito bom e útil para se entender o porquê muita gente hoje já lê e confia mais nos blogueiros como fonte primeira de informação do que nos grande e consagrados nomes da mídia de massa. É importante lembrar que esse “muita gente” representa – e por algum tempo a situação ainda será assim -, um número infinitamente menor que a audiência formada pelas grandes redes de televisão e jornais, mas já é um começo.

A obra traz casos em que a blogosfera ganhou pontos com a sociedade e desbancou a verdade das mídias de massa. Um dos significativos ficou conhecido com “Rathergate”, parodiando o famoso Watergate, que forçou a renúncia do então presidente Richard Nixon. O termo “Rathergate” veio de um escândalo protagonizado por Dan Rather, um dos âncoras mais respeitados da CBS, rede americana de TV. Dois meses antes das eleições entre o democrata, John Kerry, e o republicano, George W. Bush, Rather apresentou documentos que afirmavam que Bush teria servido na Guarda Aérea dos Estados Unidos, entre os anos de 72 e 73, e proibido de voar por não ter passado nos testes de aptidão física e técnica. A blogosfera republicana foi atrás dos documentos e provou que eles eram forjados. Não houve autenticação dos órgãos oficiais da Força Aérea daquele país. Esse fato, aliado à união dos blogueiros, forçou a CBS a pedir desculpas pelo “erro”, em rede nacional.

No aspecto profissional, o mais importante do livro são as dicas que Hewitt dá sobre a criação de blogs para empresas. O autor os divide em:
  • O blog da liderança – mostra o quão importante é a comunicação dos diretores, presidentes de uma empresa com seus empregados. Segundo Hewitt, um blog desse tipo pode inspirar, informar, elogiar e até pedir, ou seja, a trazer a voz oficial da empresa sem a chatice das comunicações internas.
  • O blog da gerência – dinamiza a comunicação dos gerentes com seus comandados. Antecipa decisões e defende ideias junto à equipe.
  • O blog do empregado – os empregados podem contribuir com links de artigos valiosos, checar ações dos concorrentes etc.

De acordo com Hugh Hewitt, blogs são uma oportunidades quase gratuitas de defender uma marca, introduzir novos produtos ou produzir agitação, por um tempo indefinido. Várias vezes no livro, o autor se refere ao termo “infestação”: um conjunto de blogs falando sobre o mesmo tema, produzindo massa crítica para incentivar a reflexão.

Como não poderia deixar de ser, um bom livro sobre blogs não deixaria de citar o religioso Martin Lutero, com certeza o grande responsável pela transformação da sociedade através do livro. Hewitt contempla o trabalho de Lutero e o considera o fato mais importante para o que hoje chamamos de blogosfera.

* Texto extraído de Wikipedia.org

Mais sobre:

Rathergate (em inglês)

Martin Lutero

Unisuam promove discussão sobre ética em redes sociais

Depois de um longo hiato, por falta total de tempo, estou de volta ao blog para falar da minha participação na Semana da Comunicação da Unisuam.

Ontem, estive no Núcleo Hans Donner, em Bonsucesso, discutindo “Redes sociais, Comunicação e Ética”. Achei a inclusão do tema ética muito pertinente e fiquei com uma ótima impressão dos alunos pelos questionamentos e ideias apresentadas.

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