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“Não dá para controlar!” O novo 15 minutos já está no ar

Em um mundo onde crianças se alfabetizam com tablets e pessoas do outro lado do mundo criam livros colaborativos na internet, empresas andam na contramão de tudo isso, ainda tentando manter o controle da informação, como se ainda estivéssemos no século XX.

Estes e outros temas são discutidos por Cristiano SantosRoney BelhassofJosé Telmo e esse que vos escreve, no mais recente episódio do 15 minutos de fama; um projeto que acontece na ferramenta Hangout, do Google+, e fica disponibilizado também no canal do Cristiano, no YouTube.

Nesse episódio, José Telmo comentou sobre um aplicativo que tem um nome no mínimo polêmico para os brasileiros: o Rego. O app oferece um serviço semelhante ao Foursquare, que permite a marcação de lugares visitados por meio de geolocalização, mas que, segundo a empresa, é totalmente privado. É isso mesmo. Ninguém poderá ver o seu Rego! #piadapronta

A pauta do Roney e a minha trabalharam temas cada vez mais atuais e relevantes, especialmente para quem se interessa por educação, como eu: novas formas de aprendizado e educação colaborativa a distância. Roney falou sobre crianças etíopes que estão sendo alfabetizadas com a ajuda de tablets. Eu falei sobre um livro de histórias construído por um grupo de usuários do Google+, que editaram e publicaram seus contos, criadas colaborativamente na ferramenta social do Google.

A pauta mais pesada ficou a cargo do Cristiano Santos. Ele falou sobre o incidente com o suco Ades de maçã, que teve um lote contaminado por um produto nocivo aos consumidores. O designer criticou a lentidão da empresa fabricante do produto e o órgão regulamentador, que deveria também fiscalizar o problema. Esse é um assunto que daria um programa inteiro. Polêmico, informativo e divertido (especialmente, graças ao Roney), esse é o 15 minutos de fama. Confira!

Redes sociais no trabalho: liberar ou não?

Antes de decidir se uma empresa deve permitir o acesso dos funcionários às redes sociais, deve-se analisar a sua cultura. Um dado interessante é que as características das empresas no mundo dos átomos, muitas vezes, refletem suas atitudes no mundo dos bytes, nas redes sociais.

Políticas de Comunicação Digital

Depois de se avaliar a cultura organizacional, é importante que as organizações desenvolvam políticas de comunicação digital. São elas que ditam as regras do jogo, ou seja, as políticas são instrumentos que orientam os funcionários e mostram o que pode e o que não pode ser postado. É muito importante que as políticas de comunicação digital tragam capítulos especiais sobre a natureza de cada rede, mostrando claramente para que elas servem, sua utilização e suas características únicas, além de exemplos de publicações de mau gosto e postagens indevidas. Dessa forma, todos estarão atentos e aptos a usar esses as redes sociais corretamente e em prol da empresa.

Tive a chance de participar da elaboração da política de comunicação digital de um grande grupo empresarial. Infelizmente, a determinação da organização era não permitir que os funcionários utilizassem redes sociais no trabalho. Sendo assim, não faria sentido uma política que propusesse o acesso às redes no ambiente profissional. Mas, de qualquer forma, aquele documento continuou tendo valor, pois orientava os funcionários a não expor o grupo e os próprios colegas a situações vexatórias e embaraçosas, em postagens feitas fora do ambiente de trabalho. Um outro passo que merece atenção é a apresentação da política aos funcionários e a sua distribuição na organização.

Minha opinião

Particularmente, sou extremamente a favor do uso das redes sociais no trabalho. Além de acelerarem a comunicação entre funcionários, evitando um número absurdo de e-mails, elas promovem o engajamento do público interno, colaboração e desenvolvimento de projetos profissionais. Funcionários bem orientados podem se transformar em verdadeiros hubs (disseminadores de mensagens-chaves) da empresa, isto é, verdadeiros vendedores das ideias da organização, trabalhando como divulgadores voluntários.

Dessa forma, as empresas mostram que confiam em seus funcionários e acreditam que eles podem seguir as orientações das políticas de comunicação. Em contrapartida, os funcionários devem agir com responsabilidade e saber que estão trabalhando. Simples assim.

Dedico esse post à consultora de marketing Denise Tonin. Foi em uma postagem dela no Google+ que começamos uma conversa, que me motivou a escrever sobre o assunto.

E aí, como é o acesso às redes sociais na sua empresa? Sua opinião aqui é totalmente liberada. =)

Redes sociais – Colaboração e evolução para todos

Em junho, fui convidado pela Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia para escrever um artigo que englobasse os temas redes sociais e saúde. Acrescentei o tempero “colaboração” pra dar um gostinho especial ao molho. Como a revista é restrita aos associados, reproduzo o artigo aqui no blog. Agradeço a especial ajuda do meu querido amigo Cristiano Santos, o @cristianoweb, que me ajudou a enriquecer o artigo com a história do seu filho Nicolas.

Sempre que me pedem para pensar, escrever ou palestrar sobre redes sociais,gosto de lembrar  o amor romântico. Aquele que colocava a mulher em um pedestal,bem longe do alcance daquele  que a desejava. Para demonstrar seu amor, o romântico dedicava várias linhas e versos ao  objeto de sua admiração, porém jamais conseguia chegar perto da sua amada. Enfim, ela não  tinha como saber o quanto era desejada, nem o quanto seu admirador a queria.

A relação entre consumidores e marcas tem muito a ver com o berço do romantismo. Da mesma forma que os poetas românticos amavam platonicamente, sem que suas amadas soubessem dos  seus sentimentos, as marcas, as empresas, as instituições em geral, até pouco tempo, não conheciam e nem mesmo se interessavam por aqueles que dedicavam comunidades, blogs e fóruns de discussões a elas. Hoje, em dia, esse cenário está mudando, com o crescimento e adesão de mais pessoas ao fenômeno das redes e mídias sociais.

Esse aumento do número de usuários às novas mídias forçou a descida das empresas de seus pedestais. Podemos dizer que o desenvolvimento da internet e das redes promoveu uma horizontalização na forma de diálogo entre quem provê um serviço ou produto e quem os consome. O que deve ser destacado nesse processo é o sentido de colaboração que as mídias  digitais proporcionaram a consumidores e profissionais.

É como se essa vontade, essa latência já estivesse presente em nós – afinal redes sociais não acontecem somente na internet; todos nós fazemos parte delas desde o início de nossas vidas -, mas não tivesse uma válvula de escape que a fizesse acontecer.

Colaboração é a chave

Entretanto, quando se fala em redes sociais, logo vem à cabeça a ideia de que um diálogo é  estabelecido, ou seja, todos passamos a ter opinião. Hoje, todos nós somos mídias. E, se o assunto é saúde, todo cuidado é pouco. O recente caso de boatos sobre a vacina contra a gripe H1N1, que se espalhou pelo Twitter e teve os e-mails do tipo spam como grande disseminadores de informações equivocadas, provocou o não comparecimento de muitas pessoas aos postos de vacinação. Isso demonstra que é cada vez maior a necessidade de um monitoramento do que é dito nos ambientes digitais por parte dos governos, para evitar que fatos como esse voltem a ocorrer. Felizmente, temos outros bons exemplos do uso das redes, como empresas farmacêuticas que investem em estratégias online e o nosso próprio Ministério da Saúde, que hoje além do Twitter (mídia social de comunicação rápida, com textos de até 140 caracteres), Orkut (ainda a maior rede social no Brasil), Facebook (o mais recente fenômeno das redes sociais), Flickr (redesocial para fotos) e YouTube (mídia social para vídeos), conta com uma ferramenta social para responder às duvidas dos cidadãos: o Formspring.

Além do aspecto colaborativo das novas mídias, o fator emocional não pode ser deixado de lado. Muita gente pôde encontrar um caminho para tentar resolver questões práticas ou muito mais complexas graças ao contato online com outras pessoas, que passaram por situações semelhantes. Uma vez, em um evento sobre internet, ouvi o relato de um consumidor que achou a solução para o volume de sua televisão no Orkut – um plástico colocado pelo fabricante dentro da caixa de som impedia que o som se propagasse corretamente. Vai entender!

No tocante a questões relacionadas à saúde, um dos casos mais emocionantes que conheço é do designer Cristiano Santos, autor do blog “Eu tenho um filho especial”. Cristiano e a esposa encontraram nas redes sociais a força para lidar com a deficiência do filho Nicolas. Foi no Orkut que eles descobriram pais que conviviam com filhos que apresentavam o mesmo problema: a síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Hoje, Cristiano é uma referência para pais que o procuram na esperança de entender melhor essa síndrome e de como agir com seus filhos perante esse problema.

Acredito que mais instituições médicas deveriam criar seus ambientes online e participar mais das conversas que rolam pela internet. Isso promoveria uma aproximação maior e super vantajosa entre profissionais e pacientes. É claro que o papel dos médicos e demais profissionais de saúde nunca será substituído por diagnósticos online. O olho no olho, o carinho do médico com seu paciente é uma relação que deve existir sempre. O importante a ser lembrado é que o fundamental do relacionamento das instituições com consumidores nas redes sociais é a diminuição do tempo de resposta. Aliar as mídias digitais a uma nova postura dos profissionais de saúde pode ser o início de um novo relacionamento colaborativo, que poderá ser extremamente benéfico. Imagine o meu amigo Cristiano, tendo que obter informações sobre o problema do Nicolas, sem a ajuda das redes sociais? Que novos tempos venham e mais pessoas sejam ajudadas por esse horizonte que surge na internet.

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Todos são mais web

Para a alegria de todos, mais um Sou + Web aconteceu hoje no Ibeu, de Copacabana. Devido a ida do Nino para São Paulo, muitos pensaram que o S+W iria acabar. Porém, graças a bravos guerreiros – eu tenho orgulho de ter me unido a eles, e ao próprio Nino que agitou com a gente online – o evento voltou e como sempre foi um sucesso.

O tema dessa edição não poderia ser outro que não colaboração. Para falar sobre projetos que tem essa como principal característica, convidamos Laila Sena, fundadora do site Veia Social e responsável pelo planejamento e ações de marketing offline; Mackeenzy, fundador do portal de vídeos Videolog; além de Natália Santos e Patricia Azevedo, integrantes da Rede Jovem, responsáveis pelo projeto Wikimapa, que promove o mapeamento, inclusão social e digital de comunidades pobres. A moderação ficou a cargo do Renato Cozta, o @evidente, do jornal O Dia.

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Morphing – sites que se comunicam com todos

O que você acha de ter um site que fale bem com todos os seus visitantes, mostrando a eles o conteúdo que os interessa diretamente? Sensacional, não? Pois agora isso é possível através de uma técnica batizada de morphing. Meu amigo Nepô me enviou um artigo sobre o tema, publicado na revista HSM, de abril,  e depois de lê-lo percebi que o morphing se encaixa perfeitamente com a necessidade de diminuição do tempo de resposta às demandas que as empresas recebem diariamente.

Morphing é uma tecnologia de computação que permite que um mesmo site se adapte a diferentes estilos cognitivos. A ideia é promover uma metamorfose na internet, mudando a forma como se comunica com os internautas até hoje. Imagine um CRM sempre ativo, estudando os passos dos internautas em tempo real e que possibilite uma nova experiência cada vez que o visitante entra no site?

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