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O que o Google Wave e o samba têm em comum

Tecnicamente, nada. Mas, assim como o samba, o Google Wave agoniza mas não morre. Hoje o QG do Google anunciou que o Wave não acabará (ainda). Se você não lembra, o Wave foi um projeto criado pela galera Googler que prometia revolucionar a comunicação online, chegando até mesmo a ser chamado de substituto do Gmail. Gerou muito buzz e várias pessoas (inclusive esse que vos bloga), correram  para conseguir um convite. Na verdade, o meu Wave chegou via um convite do próprio Google dois dias depois do lançamento.

O encerramento do Wave estava previsto para agosto, mas um post no blog do Google, hoje, afirma que a ferramenta estará disponível, pelo menos, até o fim do ano. As waves criadas pelos usuários poderão ser exportadas e a empresa pretende utilizar funcionalidades do produto em outros projetos da marca Google, além de abrir mais o código do Google. Acredita? Acende-se assim uma luz de esperança no fim do túnel para aqueles que gostaram do Wave. Vamos ver até quando ela vai brilhar.

Diaspora no ar em setembro

Na quarta-feira, palestrei na Unisuam, como disse no último post emblogado. Lá, fui perguntado sobre a questão da privacidade na internet e lembrei a crise que abalou a confiança do Facebook, depois da mudança de política de privacidade do site. E foi para tentar acabar com esse problema do uso de dados pessoais por terceiros, em rede sociais, que um grupo de universitários da Universidade de Nova Iorque criou o Diaspora. A rede social tem lançamento previsto para 15 de setembro e promete proteger os dados dos usuários.

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Privacidade na web é possível, sim

Se você anda preocupado com o destino dos dados que armazena na internet, a solução para este problema pode estar chegando. Conheça o Diaspora. Desenvolvido por um matemático e três alunos da Universidade de Nova Iorque (NYU), Maxwell Salzberg, Daniel Grippi, Raphael Sofaer e Ilya Zhitomirskiy, a construção dessa nova rede social tem como premissa a proteção e a garantia de que somente o usuário terá controle sobre o destino de suas fotos, vídeos etc.

De acordo com o blog do Diaspora, o objetivo é criar uma rede distribuída, onde computadores completamente descentralizados se conectam diretamente (como no modelo peer 2 peer), sem comprometer a privacidade dos usuários. A ideia é que cada pessoa tenha seu próprio site, se conectando pela plataforma. O staff do Diaspora chama esses computardores de “seeds”, os mesmos que são usados por aqueles que conhecem o sistema de torrents. O “seed” é hospedado pelo próprio usuário ou em um servidor alugado. Uma vez instalado, este “seed” agregará todas as informações do usuário: perfis em outras redes sociais (não falam do Orkut no blog), tweets etc. Os desenvolvedores prometem desenvolver um framework colaborativo e de código aberto para integrar qualquer nova ferramenta que apareça no vasto leque das mídias sociais.