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Retrospectiva 2011

Retrospectivas são sempre retrospectivas. Por isso, vamos ao que de melhor aconteceu aqui no blog em 2011. Esse ano vai ser marcado pela chegada definitiva do Facebook ao Brasil e o aparecimento do Google Plus. A plataforma de distribuição de conteúdo do Google que promete “imitar” a forma como nos relacionamos com as pessoas na vida real. Mas, teve mais aqui no Me Emblogando. Confere aí!

Foursquare

O post sobre o uso do Foursquare para empresas foi uma dos mais lidos no blog e também um dos que mais me deixou feliz esse ano. Muitos profissionais de hotelaria despertaram para essa possibilidade de relacionamento com seus clientes e me enviaram e-mails pedindo contato com o Foursquare.

Miso

Na linha do Foursquare, mas com checki-ins televisivos, o Miso apareceu e mereceu um post aqui no blog. Hoje, confesso que uso mais o Get Glue, mas essa ideia de dar check-ins em atrações, seja na TV ou em um cinema é muito válida.

A polêmica promoção do Camiseteria

É pública a minha admiração pelo trabalho do Camiseteria. Mas, esse ano, na minha opinião a empresa pisou feio na bola, canibalizando uma promoção que rolava em outro blog e distribuia prêmios de uma marca concorrente. Se você quer mais detalhes dessa história toda – a discussão foi para até no Facebook – dá uma lida no post e me diga o que acha.

Um papo sobre música e mídias sociais

Ainda esse ano, entrevistei aqui o líder da banda Bleffe, Christian Garcia. Na ocasião, falamos sobre a promoção que colocou fãs da banda (eu tô lá) na capa do CD dos caras. Christian é humilde e diz que está aprendendo sobre mídias sociais. Eu acho que ele bate um bolão e utiliza duas das armas mais poderosas do meio: a sinceridade e a relevância.

Mesmo que você não seja um grande, monitore o que falam sobre sua empresa

Outro post de razoável procura – esse mercado ainda deve evoluir nos próximos anos no Brasil – foi sobre dicas de monitoramento para pequenas e médias empresas. Nele, eu falo sobre ferramentas gratuitas que podem ajudar muito no relacionamento com consumidores, podendo mudar a forma como essas empresas se comunicam na web.

Redes sociais acordam para os pequenos e médios também

O Facebook lançou esse ano um programa de anúncios para pequenas e médias empresas. O Me Emblogando falou sobre isso. Apesar de as redes sociais serem realmente uma forte tendência no comércio online, lembro sempre a importância de ser dono do próprio conteúdo.

E chegou o Google+

Acredito muito no Google+ e na ideia de que ele será mais  que simplesmente um rede social. Tanto que fiz três posts sobre ele. O primeiro apresentando a rede a quem ainda não a conhecia(ce). O segundo, sobre dicas do Google Plus para empresas. E no terceiro eu falo sobre um hangout que participei com Chris Brogan, autor de um dos primeiros livros sobre o G+.

Quero desejar um grande 2012 pra você que leu um post aqui, ou enviou um link do Me Emblogando a um amigo, ou me retwittou em algum momento. Que no ano que vem os CEO’s estejam mais atentos às redes sociais ainda. A prova de que isso dá certo foi o Prêmio Aberje 2011 vencido pelo case do MetrôRio. Diminuir o tempo de resposta ao cliente é meio caminho para melhorar o relacionamento, ganhar a confiança do consumidor e vender mais.

Te vejo em 2012.

Feliz Ano Novo!

 

Bleffe dá uma aula de co-criação nas mídias sociais

Já escrevi um post aqui sobre como o Bleffe divulga o seu som nas mídias sociais. Na minha opinião, a banda é um dos melhores cases sobre o uso das possibilidades que a internet trouxe para músicos que desejam mostrar seu trabalho na grande rede.

Não bastasse a ação da blogagem coletiva, que rendeu muitos posts bacanas sobre o clipe de “Tarde demais”, dessa vez o Bleffe foi ainda mais longe: organizou uma promoção que vai sortear iPods e um iPad entre os amigos que patrocinarem o novo single da banda. Além disso, todos os participantes da ação vão aparecer na capa do próximo CD do grupo. Eu achei a ideia genial e resolvi bater um papo online com Christian Garcia, vocalista do Bleffe.

Como surgiu a ideia pra ação?

Christian Garcia, líder do Bleffe (terceiro da esq. para dir.)

Infelizmente, a grande maioria das bandas independentes tem pouquíssimos recursos financeiros pra investir eu suas próprias carreiras. Grande parte encerra suas atividades por isso. É um ciclo vicioso: não tem show> a banda não faz $$> não aparecem shows, etc, etc…

Então o que resta fazer? Dar/criar um “jeitinho”, criar alguma(s) forma(s) de manter a atenção do público, mesmo que “online”, já que o público “offline” está complicado atender, por conta da escassez de espaços e oportunidades.

Eu tinha acabado de ganhar dois iPods Shuffle numa promoção online, e, vendo que há quase um ano e meio o Bleffe não lança música nova, resolvi pensar em algo. Inicialmente pensei numa rifa online, pura e simples, mas aí, vendo uma série de ações de crowdfunding dando certo por aí, resolvi juntar tudo: fazer uma rifa e, ao mesmo tempo, mobilizar as pessoas que gostam do som do Bleffe a “tomarem parte”.

Conversei com o Bruno Francesco, que, além de cantor também é publicitário, e ele deu o toque final, dando a ótima idéia de embutir as fotos dos doadores na capa do CD. Daria o toque de “colaborativismo” necessário pra ideia ao menos chamar a atenção.

Já com a ação “no ar”, eu pensei no cunho comercial dessa idéia das fotos e passei a oferecer a campanha pra quem tem algum tipo de empreendimento, empresa, sei lá…A pessoa/empresa, dando uma colaboração
com um valor maior, teria sua marca exposta com maior destaque, como no caso do pessoal do “Queremos”.

Nesse meio tempo, o Bruno acabou tendo outra idéia: “porque não aumentarmos o desafio, e incluirmos um iPad no sorteio, caso esse desafio seja igualado/superado?”. Então estabelecemos a meta de 1000 doações pra sortearmos o iPad.

Você espera com essa ação mudar a forma como o mercado da música pensa em relação aos novos modelos de negócio?

Sinceramente, não tenho essa pretensão, mas olha, seria muito legal se essa ação causasse isso. Já existem bandas/artistas que pensam diferente, que sabem que o fã é o balizador do seu sucesso. Às vezes eu acho que o próprio fã ainda não se deu conta do poder que tem. O fã precisa “se ligar” de que é sim, capaz de mudar as programações de rádio e TV. Basta não alimentar essa
indústria, basta procurar ouvir algo que realmente o agrade, o faça sentir bem. E a internet já é a “fonte dos desejos musicais” das pessoas.
Pra descobrir bandas/artistas nacionais eu indico a Melody Box e pra descobrir artistas gringos eu indico o The Sixty One. Todos os dois são “minas de ouro” de boa música. Você fã de boa música, que me lê, não precisa ser escravo do jabá, não precisa “enfiar” em seus ouvidos o que
a “indústria” QUER que você ouça.

Você acha que o Bleffe pode virar uma referência para as futuras bandas que ainda procuram os seu espaço?

Modéstia à parte, espero que sim. É aquilo, Fábio, eu tenho o segundo Grau, cara, não sou formado em publicidade e nem em Marketing Digital ou coisa do tipo. Cometo, sim, erros na divulgação do Bleffe na internet. Claro que muito menos erros do que cometia há 5 anos, quando comecei, mas ainda erro.

Venho estudando, consultando pessoas do meio, ouvindo um conselho aqui, um “esporro” ali (é, eu tomo esporro…hehehe), lendo matérias, enchendo meus favoritos de links… Mas vejo que poucas bandas/artistas têm a dedicação e atenção ao online. É LÓGICO que eu não estou pregando aqui que o online é “tudo”. Não estou aqui “demonizando” o palco, o show. Mas num momento onde os espaços são pouquíssimos ou em que brotam às centenas movimentos onde o artista paga pra tocar, ao invés de receber, a internet vira uma alternativa, e, em alguns casos, se transforma na tábua de salvação de alguns artistas.

Temos exemplos sabidos de artistas que retomaram suas carreiras por conta da internet, das redes sociais. E, indo um pouco mais longe, também existe o caso de uma boa parte dos artistas que AINDA pensam que só tocando, ensaiando e gravando vão conseguir algo. Tem que por a mão na massa, correr atrás do seu espaço, produzir seus próprios eventos (como fiz com o “Bleffe convida” em 2007 e 2008, onde dividimos o palco com mais de 35 bandas, algumas até de fora do RJ). Sem contar a falta de união da classe, que é latente! Um monte de exemplos por aí de junção de forças que levam ao sucesso, independente da área, e na música o “farinha pouca meu pirão primeiro” ainda rola, e com força!

Vejo muito você à frente das ações do Bleffe. E o resto da banda, tem o mesmo engajamento?

Bela pergunta, mas com resposta triste. Não. O resto da banda não tem o mesmo engajamento. O baterista nem perfil tem, em lugar algum. O baixista tem Orkut e Facebook, só. O guitarrista tem Orkut, Facebook e Twitter. Eles não tem essa ligação com as redes que eu citei ser primordial, mas, fazer o que? Eu é que não vou esperar por ninguém, né? Hahahahaha… Eles aprovam e aplaudem a maioria das ações que eu realizo, mas nada muito além disso.

Ainda dá tempo de participar da promoção do Bleffe e, quem sabe, levar iPods e um iPad pra casa. Por isso, #CORRAO!!!

Bleffe lança novo clipe com o apoio das mídias sociais

Conheci Christian Garcia, da banda Bleffe, por meio das mídias sociais. Quando ouvi o som do grupo, gostei de cara. Desde então, tenho acompanhado a forma bacana de como o Chris faz para promover seu som e gerar engajamento, utilizando as novas mídias. Este mês o Bleffe lança seu novo clipe ,“Tarde Demais”, e a banda conta com a ajuda das mídias sociais para ajudar na divulgação. Eu assino embaixo.

O novo clipe foi todo feito em animação e conta a história de um fim de relacionamento e seus dilemas. Produzido por Pedro Inrowllings (“Chico Xavier – O Filme” e “Clara en Foodland”), o vídeo é fruto de um prêmio que o quarteto carioca ganhou do projeto Conexão Vivo em 2009.

Antes de chegar às TV’s, “Tarde Demais” vai ser lançado na internet. O mais legal disso é que a banda pensa em criar uma rede colaborativa e divulgar o clipe para o maior número de pessoas possível. Lançado no ano passado, o single da música foi disponibilizado gratuitamente no site oficial do Bleffe e já contabiliza mais de 2000 downloads, além de ter sido executada no “Garagem do Faustão”.

Formado por Christian Garcia (voz – violão), Alex Borges (guitarra – vocais), Cristiano Cokada (bateria – vocais) e Dan Lucasta (baixo), o grupo surgiu em 2002 e desde então tem se destacado no cenário independente carioca por suas músicas autorais e releituras de grandes sucessos do pop-rock e da MPB.

Além de terem lançado o álbum “Viagens”, em 2006, a banda fez parte da coletânea em homenagem aos 40 anos do “Álbum Branco” dos Beatles, lançado em 2008, onde regravaram a faixa “Revolution”, que foi citada no jornal “O Dia” como um dos destaques do álbum.

Curta aqui a animação do Bleffe em “Tarde Demais”.

Bleffe – Tarde Demais (Video Clipe Oficial) por bleffe no Videolog.tv.