O que Carros me ensinou sobre marketing e relevância

O que o filme Carros me ensinou sobre marketing e relevância – Me Emblogando

Há filmes que transmitem as mais variadas mensagens. A cada vez que os assistimos um novo insight pode surgir. Ao rever o filme “Carros”, da Disney/Pixar, percebi que além das mensagens de amizade e gratidão, existe algo ali que vale muito em termos de marketing: a relevância. Acho que esse conceito ficou um pouco banalizado, pois ser relevante para muitos significa ser famoso, o que não necessariamente é verdade. Uma pessoa relevante é alguém cujo conhecimento em um determinado assunto é capaz de influenciar uma audiência e fazê-la seguir uma determinada opinião, seja esse influenciador famoso na grande mídia ou não. Gosto de pensar que a relevância é a consequência de um bom trabalho, de boas ações, do caráter pessoal, enfim, da paixão pelo que se faz.

No filme, o personagem Relâmpago McQueen se vê obrigado a prestar serviços a uma comunidade do interior por ter destruído o asfalto da rua principal da pacata Radiator Springs. Como McQueen é uma pessoa um carro de caráter, ele retira o melhor daquela punição e retribui a hospitalidade dos seus novos amigos com sua amizade e relevância. Antes de McQueen passar por aquela comunidade, a cidade era um marasmo, sem atividade econômica, sem esperança. E mesmo não ganhando a grande corrida da sua vida no final do filme McQueen sai dela como herói e devolve à cidade a alegria e os clientes que haviam desaparecido. A chegada de dois carros famosos – um deles na voz de Michael Schumacher – à loja de pneus do Luigi demonstra a melhor definição de relevância pra mim. O que antigamente era o “Deu no New York Times ou Deu no O Globo”, hoje em dia não basta mais.

A cada dia que trabalho com comunicação e marketing penso que minha missão é fazer com que as pessoas acreditem em seu potencial e saibam explorar o que de melhor podem oferecer. Relâmpago McQueen fez isso com Radiator Springs. Eu faço isso com meus clientes, amigos e comigo mesmo. Afinal, se todos fizerem o que gostam com paixão e dedicação, não vai faltar relevância a ninguém. Lembro que o grande Oscar Schmidt disse um dia que ele fazia o que mais gostava no mundo e os clubes ainda o pagavam por isso. “Carros” me ensinou que antes de ser relevante, devemos ser apaixonados por aquilo que fazemos. Assim, meus queridos, não há como dar errado. Feliz relevância 2012 a todos.

Dedico esse post aos amigos Cristiano “Web” Santos, Luiz Guilherme de Beaurepaire. Dois caras de muito caráter, relevância e apaixonados pelo que fazem.

Também dedico esse post ao meu pai, Ivan Peixoto de Carvalho. Um homem que sempre entrou de cabeça em tudo que fazia. Valeu, velho!

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