Privacidade na web é possÃvel, sim
Se você anda preocupado com o destino dos dados que armazena na internet, a solução para este problema pode estar chegando. Conheça o Diaspora. Desenvolvido por um matemático e três alunos da Universidade de Nova Iorque (NYU), Maxwell Salzberg, Daniel Grippi, Raphael Sofaer e Ilya Zhitomirskiy, a construção dessa nova rede social tem como premissa a proteção e a garantia de que somente o usuário terá controle sobre o destino de suas fotos, vÃdeos etc.
O staff do Diaspora: Maxwell, Daniel, Raphael e Ilya
Segundo os desenvolvedores do projeto, totalmente financiados por doações via web, a descentralização da rede social permite a reconstrução dos nossos “gráficos sociais”, para que eles voltem a nos pertencer. O Diaspora terá os dados encriptados, o que vai totalmente ao encontro dos que têm criticado o Facebook por sua forma de tratar os dados dos usuários, expondo-os a terceiros sem a devida autorização.
Os idealizadores do projeto acreditam que, assim como na vida real, as redes sociais não precisam de centralizadores para existir. Resta saber se os usuários mais comuns e menos acostumados aos tecnicismos da internet terão vontade de usar o Diaspora como sua nova plataforma de redes sociais.
A grande ironia dessa história é que o vÃdeo explicativo do Diaspora* pode ser divulgado via share no Facebook, além do Twitter, Tumblr e e-mail. Então, te cuida Zuckerberg. Esse é mais um exemplo do que a ruptura 2.0 propõe: uma inteligência coletiva em prol de um bem comum. Nesse caso, a proteção à privacidade de todos na internet.
Mais sobre o Diaspora:
BBC – http://bit.ly/9fOIfO
New York Times -Â http://nyti.ms/9c8VZQ


Esse ano no CPLabs (Campus Party) vi o José Damico apresentar exatamente essa ideia! Muita gente o acha meio maluco, mas o acho simplesmente brilhante!
A ideia de criar uma rede social auto mantida e distribuida é essencial para darmos o próximo passo em direção à hiper-democracia e isso, embora pareça ficção cientÃfica, não é diferente dos primeiros ares da democracia antes da revolução francesa: inacreditável daqui, mas inevitável
Roney,
a princÃpio, confesso que tive que entender bem a ideia do Diaspora antes de blogar sobre ele. Mas, acho que isso é perfeitamente possÃvel, embora esbarre no conceito de um internauta mais bem preparado para saber usufruir a possibilidade de uma rede auto mantida. De qualquer forma, é um primeiro e interessante passo rumo à democracia nas redes sociais. Vamos ver pra onde vai.
Obrigado pela visita.