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15 Minutos de Fama #11 – Onde você esconde o seu logo e seu preconceito?


Bem amigos do Me Emblogando, já está no ar um novíssimo episódio do 15 Minutos de fama. O “15”, como é chamado carinhosamente pelos criadores do programa, Cristiano Santos  e eu, é um projeto que acontece ao vivo, todos os domingos, por volta das 9h30, na ferramenta Hangout, do Google+. Os episódios anteriores também podem ser assistidos no canal do Cristiano Santos, no YouTube.

O programa de número 11 trouxe pautas muito interessantes e como sempre diversificadas. Roney Belhassof falou sobre a abertura dos arquivos do Dops à visitação pública e o caso do rapaz que trollou a mãe, dizendo ser gay. Sem dúvida, as duas pautas representam importantes “saídas de armário”: uma porque tenta pagar uma dívida de muitos anos com a sociedade e, principalmente, com os familiares de pessoas que desapareceram na época da ditadura militar no Brasil e até hoje não foram reencontradas; a outra mostra o quão despreparados emocionalmente a maioria dos pais ainda está para lidar com a homossexualidade em suas casas.

Esconder logo em camisa de time vai dar em multa

Eu trouxe o trailer-teaser que o diretor do novo filme do Wolverine, James Mangold, fez na ferramenta twittíca Vibe. Uma inovação na forma de se fazer trailers de filmes. Eu também falei da cláusula contratual que a Caixa Econômica Federal impôs aos Corinthians e seus jogadores. De acordo com o contrato, o logo do banco não poderá ser escondido; o que significa dizer que se jogador que tirar a camisa na hora gol, o clube paulista será multado. O que você pensa disso?

O passado ajuda a vender o game do presente

Cristiano Santos, que não gosta de Star Trek (Vai entender!!!), lembrou a épica, letárgica e hilária luta entre o Capitão Kirk e o lagarto Gorn, que foi recentemente recriada, com o impagável William Shatner, para promover o lançamento do novo game de Jornada nas Estrelas, que sai ainda esse mês.

Bye bye, W/Brasil!

Fechando o 15 dessa semana, José Telmo falou da despedida de Carlos Moreno da marca Bombril. O mais longo caso entre uma marca e seu garoto-propaganda chegou ao fim.

Esse foi mais um 15 Minutos de Fama. Até o número 12!

5 dicas para desenvolver uma comunidade em torno do seu produto

Há um tempo, tenho ouvido muita gente falando em engajamento, em fazer com que o interesse do consumidor por uma marca ultrapasse os limites dos produtos oferecidos por ela. Essa é uma ideia que defendo, pois toda marca que tenha a oportunidade engajar pessoas deve se esforçar para fazê-lo, e quem sabe, promover embaixadores com a ajuda das redes sociais. Porém, mais importante ainda que engajar pessoas é formar uma comunidade em torno de uma marca. Por isso, sugiro aqui cinco dicas para quem deseja aquele algo a mais.

1. Faça mais que vender o seu produto
Além de vender, atualmente, é possível oferecer um estilo, uma cultura, uma relação que vai além da simples troca de um produto/serviço por uma quantia de dinheiro. Se uma marca passa a fazer parte da vida de uma pessoa, ela ganha uma dimensão maior, ela recebe o status de love mark (marca amada). Isso não é novidade pra quem utiliza os produtos da Apple, por exemplo. Para esses consumidores, a Apple transcende essa relação. Claro que não basta querer que isso aconteça. É importante fazer o dever de casa e oferecer qualidade, usabilidade, inteligência e principalmente atenção ao consumidor.

2. Co-crie com que gosta de você
Marcas que engajam são aquelas que oferecem oportunidades aos seus consumidores para que isso aconteça. Proponha um processo co-criativo àqueles que gostam de você. Faça-os sentir que têm importância para que um novo produto ou um aperfeiçoamento sugerido por eles vire realidade. Há cases interessantes no mercado. Procure pelas ideias da Fiat, Nike, entre outras grandes. Ah, você não é grande. Não tem problema. Se tiver uma pizzaria, crie um novo sabor baseado nas preferências dos seus clientes. Promova isso entre eles. Leve-os à cozinha do restaurante para ver a criação deles ganhar vida. Quem não vai querer experimentar algo que ajudou a criar?

3. Ofereça a oportunidade para o desenvolvimento de uma comunidade ao redor do seu produto
A Apple criou uma cultura em torno de sua marca. Mas, na minha opinião, ninguém foi capaz de desenvolver uma comunidade em torno de seu produto como Linus Torvalds, o criador do sistema operacional Linux.

Recentemente, vivi essa experiência de ser acolhido por uma comunidade. Comentei no meu perfil do Google+ que gostaria de conhecer melhor o sistema Linus, mas não sabia como. Imediatamente, uma onda de “linuxistas” se ofereceram para me ajudar, sugerindo updates, betas etc. Foi impressionante como aquelas pessoas queriam me fazer experimentar o Linux sendo que eles mal me conheciam. O Linux tem código aberto, ou seja, é um produto que pode ser remixado e, assim, conquistar mais devotos. Esse é um exemplo claro comunidade.

Comunidade Linux me ajudando a usar o sistema operacional

4. Promova o relacionamento com quem compra o seu produto
As redes sociais estão aí para promoverem o relacionamento com marcas. Isso não é mais novidade. O importante é entender que estar nas redes significa estar aberto a conversas, sugerir e ver pessoas discordarem de você, respeitar opiniões contrárias e não falar só de si próprio.

5. Não abandone sua comunidade
Imagine uma conversa em que você fala, fala, fala e na hora de a pessoa que está te ouvindo falar você sai e a deixa falando sozinha. É isso que algumas marcas fazem com seus consumidores. Com certeza, essa não é a melhor forma de começar uma comunidade sobre o seu produto. Costumo dizer que grande empresas estão nas redes sociais para fazer “fumacinha 2.0″, termo criado pelo professor Carlos Nepomuceno. Precisam estar lá para continuar no Top of Mind. O ideal é fazer com que toda empresa entenda o processo de participação nas redes sociais. Como grandes empresas, obviamente, têm muito funcionários, as pequenas e médias podem se preparar muito melhor para usufruir dos benefícios do relacionamento digital.

Qual exemplo de empresa você conhece que conseguiu construir uma comunidade em torno de si? Responda aí nos comentários.

5 dicas de monitoramento online para pequenos e médios negócios

Se você tem um pequeno ou médio negócio, saiba que o seu público já está falando da sua empresa nas redes sociais. Claro que pequenos e médios não são tão comentados em redes sociais, como os grandes players do mercado, mas quem sabe você não está perdendo boas oportunidades de melhorar o relacionamento com seus clientes, podendo até estabelecer um CRM via mídias sociais ou acões em e-mail marketing?

Todos os dias, 100 milhões de posts são partilhados no Facebook, 90 milhões de mensagens são postadas no Twitter e quase 50 mil novos blogs são criados. E o que é que você pequeno ou médio empreendedor tem a ver com isso? Tudo.

Como disse antes, mesmo que você não tenha um grande share (porção) do mercado, seus consumidores podem estar te oferecendo oportunidades de ótimas ações de relacionamento e, claro, vendas. Algumas possibilidades do uso do monitoramento online são:

  • gestão da reputação da sua empresa ou de percepção do atendimento ao cliente
  • inteligência de negócios (BI) e para obter feedback sobre sua marca
  • encontrar conversas que são interessantes para o seu negócio, ouvir as pessoas e depois, se juntar a elas
  • saber o que a sua concorrência está fazendo

Como as ferramentas utilizadas para monitorar o que os consumidores falam sobre as marcas mais famosas geralmente necessitam de investimentos mais altos, que com certeza não fazem parte do orçamento da sua empresa, preparei 5 dicas para você começar a ouvir seus clientes na internet gratuitamente.

1. Crie uma lista de palavras que falem sobre o seu negócio

Comece com o básico. Abra um documento do Word e escreva sua lista. Limite as palavras àquelas que sejam essenciais ao seu negócio, para que você não pegar muito “lixo”. Alguns exemplos do que você pode querer incluir na sua lista de palavras:

  • nome da organização
  • Nomes dos produtos que você produz
  • Nomes das pessoas na sua organização
  • Nome do seu site
  • Seus perfis em mídias sociais. Se você já os tiver, claro.

2. Comece a procurar

Com as palavras da sua lista em mãos, vá até ao Alertas do Google e crie seus alertas de monitoramento, incluindo os termos escolhidos por você para o seu negócio. Além do Google Alertas, você pode procurar ferramentas gratuitas que investigam melhor as redes sociais: Yahoo Pipes, Search Twitter  (para buscas específicas no Twitter) e o Hootsuite, que permite a criação de listas sobre termos específicos as suas necessidades), entre outras ferramentas que só requerem o seu trabalho.

3. Relacione o que encontrar ao que realmente acontece no seu dia a dia

Seja sincero com você mesmo. Se encontrou posts de sentimento negativo, ótimo. Faça a relação dos post em uma planilha de Excel, mesmo. Categorize-os e classifique as opiniões dos clientes por sentimento (positivo, negativo e neutro). Encare os posts como OPORTUNIDADES de melhorar o seu negócio.

Marque os nomes de quem reclamou. Procure entrar em contato com essas pessoas nas redes em que elas se manifestam e mostre a elas que você está agradecido pelos comentários e que pretende melhorar seu negócio baseado na opinião delas. Se eu estiver certo, você já vai perceber uma mudança de pensamento dos seus consumidores só por esse contato. Mas, não deixe de melhorar. Dizer que vai fazer e depois não fazer é pior ainda.

4. Decida o que vale a pena

Depois de catalogada a lista de posts encontrada é hora de decidir o que vale a pena. Nem todos os posts em redes sociais devem ser respondidos. Não há tempo pra isso. Você não tem tempo pra isso, certo. Então, haja com inteligência e foco. Ninguém melhor que você conhece o seu negócio e vai entender o que deve ser respondido. Mais uma vez, seja honesto consigo mesmo e encare as críticas.

5. Continue o relacionamento com seus consumidores.

Esta talvez seja a etapa mais difícil. Mantenha o contato com quem você conquistou na internet. Pense em ações de relacionamento capazes de construir laços mais fortes entre o seu negócio e quem gosta dele. Podem ser ações simples, mas que toquem o coração e o bolso de quem se importa. Descontos para quem falar do seu post no Twitter pode ser uma ideia, por exemplo. O mais importante é que você perceba o oceano azul de oportunidades que os seus concorrentes ainda não puderam ver. Se você sair na frente, poderá levar vantagem. Esse processo de monitoramento não deve levar mais que 30 a 45 minutos do seu dia. Boa sorte e boas buscas. Se precisar de mais dicas, me procure: fabio@meemblogando.com.br

Redes sociais – Colaboração e evolução para todos

Em junho, fui convidado pela Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia para escrever um artigo que englobasse os temas redes sociais e saúde. Acrescentei o tempero “colaboração” pra dar um gostinho especial ao molho. Como a revista é restrita aos associados, reproduzo o artigo aqui no blog. Agradeço a especial ajuda do meu querido amigo Cristiano Santos, o @cristianoweb, que me ajudou a enriquecer o artigo com a história do seu filho Nicolas.

Sempre que me pedem para pensar, escrever ou palestrar sobre redes sociais,gosto de lembrar  o amor romântico. Aquele que colocava a mulher em um pedestal,bem longe do alcance daquele  que a desejava. Para demonstrar seu amor, o romântico dedicava várias linhas e versos ao  objeto de sua admiração, porém jamais conseguia chegar perto da sua amada. Enfim, ela não  tinha como saber o quanto era desejada, nem o quanto seu admirador a queria.

A relação entre consumidores e marcas tem muito a ver com o berço do romantismo. Da mesma forma que os poetas românticos amavam platonicamente, sem que suas amadas soubessem dos  seus sentimentos, as marcas, as empresas, as instituições em geral, até pouco tempo, não conheciam e nem mesmo se interessavam por aqueles que dedicavam comunidades, blogs e fóruns de discussões a elas. Hoje, em dia, esse cenário está mudando, com o crescimento e adesão de mais pessoas ao fenômeno das redes e mídias sociais.

Esse aumento do número de usuários às novas mídias forçou a descida das empresas de seus pedestais. Podemos dizer que o desenvolvimento da internet e das redes promoveu uma horizontalização na forma de diálogo entre quem provê um serviço ou produto e quem os consome. O que deve ser destacado nesse processo é o sentido de colaboração que as mídias  digitais proporcionaram a consumidores e profissionais.

É como se essa vontade, essa latência já estivesse presente em nós – afinal redes sociais não acontecem somente na internet; todos nós fazemos parte delas desde o início de nossas vidas -, mas não tivesse uma válvula de escape que a fizesse acontecer.

Colaboração é a chave

Entretanto, quando se fala em redes sociais, logo vem à cabeça a ideia de que um diálogo é  estabelecido, ou seja, todos passamos a ter opinião. Hoje, todos nós somos mídias. E, se o assunto é saúde, todo cuidado é pouco. O recente caso de boatos sobre a vacina contra a gripe H1N1, que se espalhou pelo Twitter e teve os e-mails do tipo spam como grande disseminadores de informações equivocadas, provocou o não comparecimento de muitas pessoas aos postos de vacinação. Isso demonstra que é cada vez maior a necessidade de um monitoramento do que é dito nos ambientes digitais por parte dos governos, para evitar que fatos como esse voltem a ocorrer. Felizmente, temos outros bons exemplos do uso das redes, como empresas farmacêuticas que investem em estratégias online e o nosso próprio Ministério da Saúde, que hoje além do Twitter (mídia social de comunicação rápida, com textos de até 140 caracteres), Orkut (ainda a maior rede social no Brasil), Facebook (o mais recente fenômeno das redes sociais), Flickr (redesocial para fotos) e YouTube (mídia social para vídeos), conta com uma ferramenta social para responder às duvidas dos cidadãos: o Formspring.

Além do aspecto colaborativo das novas mídias, o fator emocional não pode ser deixado de lado. Muita gente pôde encontrar um caminho para tentar resolver questões práticas ou muito mais complexas graças ao contato online com outras pessoas, que passaram por situações semelhantes. Uma vez, em um evento sobre internet, ouvi o relato de um consumidor que achou a solução para o volume de sua televisão no Orkut – um plástico colocado pelo fabricante dentro da caixa de som impedia que o som se propagasse corretamente. Vai entender!

No tocante a questões relacionadas à saúde, um dos casos mais emocionantes que conheço é do designer Cristiano Santos, autor do blog “Eu tenho um filho especial”. Cristiano e a esposa encontraram nas redes sociais a força para lidar com a deficiência do filho Nicolas. Foi no Orkut que eles descobriram pais que conviviam com filhos que apresentavam o mesmo problema: a síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Hoje, Cristiano é uma referência para pais que o procuram na esperança de entender melhor essa síndrome e de como agir com seus filhos perante esse problema.

Acredito que mais instituições médicas deveriam criar seus ambientes online e participar mais das conversas que rolam pela internet. Isso promoveria uma aproximação maior e super vantajosa entre profissionais e pacientes. É claro que o papel dos médicos e demais profissionais de saúde nunca será substituído por diagnósticos online. O olho no olho, o carinho do médico com seu paciente é uma relação que deve existir sempre. O importante a ser lembrado é que o fundamental do relacionamento das instituições com consumidores nas redes sociais é a diminuição do tempo de resposta. Aliar as mídias digitais a uma nova postura dos profissionais de saúde pode ser o início de um novo relacionamento colaborativo, que poderá ser extremamente benéfico. Imagine o meu amigo Cristiano, tendo que obter informações sobre o problema do Nicolas, sem a ajuda das redes sociais? Que novos tempos venham e mais pessoas sejam ajudadas por esse horizonte que surge na internet.

O que o Google Wave e o samba têm em comum

Tecnicamente, nada. Mas, assim como o samba, o Google Wave agoniza mas não morre. Hoje o QG do Google anunciou que o Wave não acabará (ainda). Se você não lembra, o Wave foi um projeto criado pela galera Googler que prometia revolucionar a comunicação online, chegando até mesmo a ser chamado de substituto do Gmail. Gerou muito buzz e várias pessoas (inclusive esse que vos bloga), correram  para conseguir um convite. Na verdade, o meu Wave chegou via um convite do próprio Google dois dias depois do lançamento.

O encerramento do Wave estava previsto para agosto, mas um post no blog do Google, hoje, afirma que a ferramenta estará disponível, pelo menos, até o fim do ano. As waves criadas pelos usuários poderão ser exportadas e a empresa pretende utilizar funcionalidades do produto em outros projetos da marca Google, além de abrir mais o código do Google. Acredita? Acende-se assim uma luz de esperança no fim do túnel para aqueles que gostaram do Wave. Vamos ver até quando ela vai brilhar.