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Vídeo: Hiper-revolução

Há umas semanas, recebi esse link da Lillian King, que achou o Me Emblogando por fazer referência a mídias sociais e marketing digital. Fiquei sabendo que a Lillian é designer e faz parte de um grupo de pesquisa que analisa o impacto das mídias sociais e como elas têm ajudado a começar revoluções, vide Egito, Anonymous e Occupy, por exemplo.

Pra galera que é mais cascuda em social media, talvez o vídeo não represente muita novidade, mas para quem ainda tem curiosidade em entender um pouco mais sobre o mundo das mídias digitais, pode ser uma forma legal de aprender.

O vídeo é bem bacana e vale a pena a reflexão sobre o que ele propõe. Assistam e deem suas opiniões.

 

Jogos Olímpicos, redes sociais e a falta de assessoria aos atletas

Não é de hoje que as briguinhas e discussões via Twitter povoam as mais variadas timelines. Com o crescimento do uso das mídias sociais, vários famosos começaram a utilizar essas ferramentas de comunicação e, inevitavelmente, se viram diante de críticas e demonstrações de ódio explícito. Um exemplo clássico disso foi o da apresentadora Xuxa Meneghel, que brigou com seguidores que criticaram sua filha Sasha. O fato levou à criação do meme “vocês não merecem brincar comigo e nem com o meu anjo”, lembram?

Os Jogos Olímpicos de Londres são os primeiros a consolidar o uso da internet e das redes sociais como ferramentas efetivas de comunicação. Os expectadores assistem aos eventos esportivos com o celular ou tablet nas mãos e soltam suas impressões sobre o que veem. Assim como os fãs de esporte, os atletas também têm acesso às redes sociais e se sentem no direito de rebater críticas vindas dos seguidores. Isso pode gerar situações desnecessárias.

Atletas não devem prestar tanta atenção aos trolls e as assessorias precisam estar mais atentas

Os casos da judoca brasileira Rafaela Silva, que foi duramente criticada e até atacada com mensagens racistas, e do jogador de futebol olímpico Lucas Leiva, que bateu boca com um seguidor que o chamou de puxa-saco por torcer para nossa seleção de basquete, demonstram a clara necessidade de se preparar os atletas para essas críticas vindas das redes sociais. Aliás é impressionante como, parafraseando Bezerra da Silva, qualquer um com um twitter na mão é um bicho feroz; seja famoso ou não.

Penso que os esportistas de alto rendimento têm todo o direito de usar as redes e se comunicar com os seus fãs. Isso é saudável e do ponto de vista do marketing é ótimo para o esporte, pois aproxima os ídolos daqueles que os admiram. Porém, é importantíssimo lembrar que esses atletas representam confederações e federações esportivas, que devem e precisam manter suas imagens institucionais protegidas. Então, como lidar com esse novo momento?

É preciso estender o atendimento das assessorias de comunicação das entidades esportivas aos atletas, instruindo-os sobre como responder um tweet maldoso ou simplesmente não responder. Não faltam excelentes agências no Brasil prontas a prestar esse serviço com media trainings digitais. Muitas vezes, as mensagens mais cruéis são enviadas por adolescentes, que só desejam “trollar” os atletas e aparecer para os seus amigos, até entrarem nos trending topics. Hoje, vivemos uma nova era. O receptor, que por muito tempo não tinha um canal de resposta, está usando e abusando das redes sociais para falar tudo sobre tudo. Cabe aos assessores de comunicação orientar os atletas a perceber o que é realmente relevante e não desgastar suas imagens em discussões sem sentido. No caso da judoca Rafaela, sua conta no Twitter foi bloqueada e a Confederação Brasileira de Judô publicou nota oficial no site.

rafaela silva londres 2012

Rafaela Silva protestando contra sua desclassificação

Acredito que, quando um não quer, dois não brigam. Essa máxima se encaixa perfeitamente nas redes sociais. Atletas devem mostrar que são grandes naquilo que melhor fazem. Tomara que Rafaela volte em 2016, vença e receba tweets de parabéns pela medalha. Se te incomodam no Twitter, Rafaela, faça como os americanos: “talk to the hand“. Você chegou a uma Olimpíada. O que será que os seus críticos vão contar aos netos?

Pinterest - logo - MeEmblogando

Pinterest – Será essa a grande aposta de 2012?

Há duas semanas, criei meu perfil no Pinterest, uma “nova” rede social que se baseia em imagens que recebem “pins” (algo como marcadores, em português). Esses marcadores são para demostrar que você tem interesse por um determinado tema (o site já oferece um número de “boards” padrão). Daí, o “interest”, que forma o nome Pinterest. De cara, eu gostei da ideia, mas será que o Pinterest vai ser o grande nome das interwebs em 2012? Antes de responder essa pergunta, acho que vale a pena abordar o caminho que uma nova rede social leva para chegar aos usuários.

Early adopters (aqueles usuários mais antenados, criadores de tendência) criam seus perfis e experimentam os novos ambientes. Se aprovados, esse vanguardistas digitais podem até virar embaixadores das novas redes sociais. Meu exemplo é o Google+, que a cada dia cresce mais no meu conceito e é sempre comentado por mim quando alguém se diz insatisfeito com a falta de privacidade do Facebook. Depois dos “early adopters”, vêm os outros usuários das redes, motivados ou indicados pelos vanguardistas.

Lançado há pouco mais de dois anos, só agora o Pinterest desponta no universo das mídias sociais. O interessante é que com o mínimo de esforço, você pode conseguir o máximo de retorno no Pinterest. Como o conteúdo na web é quase infinito, tudo o que você tem a fazer é marcar imagens ou vídeos com seus pins – já existem extensões da rede para Chrome e Firefox – e reblogar esses conteúdos em seus “boards”, áreas delimitadas para cada tema. Você pode também dar um “repin” em algo que tenha gostado na rede e fazer seus comentários sobre cada conteúdo, semelhante ao que acontece em outras redes.

O que percebo é que empresas cujos negócios permitem uma experiência visual para os consumidores têm muito a ganhar com o Pinterest. A Tecnisa, uma das pioneiras na presença em redes sociais no Brasil, já criou seu perfil na rede e mostra imóveis decorados, entre outros produtos. Mark Zuckerberg também tem perfil no Pinterest. Será que ele quer abocanhar uma fatia da nova rede? Li nesse post da Proxxima que o interesse do dono do Facebook se deu pelo sistema de login do Pinterest, que é integrado à rede de Zuckerberg. Vejo também que hotéis, pousadas, restaurantes e bares temáticos, galerias de arte e empresas de arquitetura e design podem se aproveitar da rede para criar perfis. Se você tem boas imagens para mostrar, o Pinterest pode ser o seu lugar. Pense nisso na hora em que pensar em um novo espaço para divulgar o seu negócio.

Pinterest Tecnisa - MeEmblogando

O movimento das redes sociais é muito dinãmico e o Pinterest pode ser a grande aposta do ano, mas é sempre cedo para previsões. O fato é que a rede tem grande apelo entre as mulheres, pois moda, decoração e artes são temas recorrentes nos “boards” que sigo, além de dicas de livros. Essa pode ser uma boa para o projeto Bons Livros para Ler, do qual participo.

Vamos aguardar e ver o que o Pinterest vai trazer para os usuários. Buzz, a rede já conseguiu. Agora é hora de ganhar sustentação.

Memes famosos e como foram criados

Se você não está ligado nas redes sociais e recentemente não ouviu falar na história de uma moça chamada Luiza, que não sabia que seu nome estava na boca de muita gente por causa de uma simples estada Canadá, você provavelmente desconhece o que é um meme. Se esse é o seu caso, relaxe. Você não perdeu nada que mudasse a sua vida, mas com certeza deve ter ficado por fora das piadinhas on e offline que rolaram por aí. A história da Luiza, que está(va) no Canadá virou um meme. Mas, afinal, o que são memes?

Meme vem da palavra grega mimeme – que significa “algo que é imitado”). O livro “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins, apresenta a ideia do Darwinismo universal em que não apenas as espécies, mas qualquer coisa evolui baseada em variedade, seleção e hereditariedade. Assim, o meme está para a cultura como os genes estão para genética.

Com a ajuda das redes sociais os memes ganharam um alcance impressionante. Isso talvez explique a dor de cotovelo de jornalistas que, no passado, eram as únicas referências de informação e hoje têm que disputar espaço com blogueiros, profissionais especializados que, muitas vezes, são mais relevantes às novas audiências do que os “viúvas” da época do “Deu no New York Times”.

Mas, como dizia Odorico Paraguaçu, “deixemos os entretantos e vamos aos finalmentes”, aí vai uma relação dos memes mais famosos.

Meme Yao Ming

Também conhecido como “Fuck That Shit”, “Fuck That Guy” ou “Dumb Bitch” esse meme surgiu de uma reação do jogador chinês da NBA – Liga de basquete americano – Yao Ming, ao dar uma entrevista com o companheiro de equipe Ron Artest. A imagem de Ming virou figurinha fácil nas redes sociais para indicar tristeza ou insatisfação.

Meme do “Ui!”

Bastou o astrofísico Neil deGrasse Tyson, ou o Mr. “Ui” gesticular de uma forma diferente ao dar uma entrevista para o site Big Think, que o gesto ganhou a web e até um Tumblr.

Meme do Ui
Outros memes consagrados

Esse vídeo compila outros memes famosos que podem ser encontrados em qualquer esquina rede.

 

Memes podem não ser nada ou podem ser tudo; depende do modo que se vê.

Retrospectiva 2011

Retrospectivas são sempre retrospectivas. Por isso, vamos ao que de melhor aconteceu aqui no blog em 2011. Esse ano vai ser marcado pela chegada definitiva do Facebook ao Brasil e o aparecimento do Google Plus. A plataforma de distribuição de conteúdo do Google que promete “imitar” a forma como nos relacionamos com as pessoas na vida real. Mas, teve mais aqui no Me Emblogando. Confere aí!

Foursquare

O post sobre o uso do Foursquare para empresas foi uma dos mais lidos no blog e também um dos que mais me deixou feliz esse ano. Muitos profissionais de hotelaria despertaram para essa possibilidade de relacionamento com seus clientes e me enviaram e-mails pedindo contato com o Foursquare.

Miso

Na linha do Foursquare, mas com checki-ins televisivos, o Miso apareceu e mereceu um post aqui no blog. Hoje, confesso que uso mais o Get Glue, mas essa ideia de dar check-ins em atrações, seja na TV ou em um cinema é muito válida.

A polêmica promoção do Camiseteria

É pública a minha admiração pelo trabalho do Camiseteria. Mas, esse ano, na minha opinião a empresa pisou feio na bola, canibalizando uma promoção que rolava em outro blog e distribuia prêmios de uma marca concorrente. Se você quer mais detalhes dessa história toda – a discussão foi para até no Facebook – dá uma lida no post e me diga o que acha.

Um papo sobre música e mídias sociais

Ainda esse ano, entrevistei aqui o líder da banda Bleffe, Christian Garcia. Na ocasião, falamos sobre a promoção que colocou fãs da banda (eu tô lá) na capa do CD dos caras. Christian é humilde e diz que está aprendendo sobre mídias sociais. Eu acho que ele bate um bolão e utiliza duas das armas mais poderosas do meio: a sinceridade e a relevância.

Mesmo que você não seja um grande, monitore o que falam sobre sua empresa

Outro post de razoável procura – esse mercado ainda deve evoluir nos próximos anos no Brasil – foi sobre dicas de monitoramento para pequenas e médias empresas. Nele, eu falo sobre ferramentas gratuitas que podem ajudar muito no relacionamento com consumidores, podendo mudar a forma como essas empresas se comunicam na web.

Redes sociais acordam para os pequenos e médios também

O Facebook lançou esse ano um programa de anúncios para pequenas e médias empresas. O Me Emblogando falou sobre isso. Apesar de as redes sociais serem realmente uma forte tendência no comércio online, lembro sempre a importância de ser dono do próprio conteúdo.

E chegou o Google+

Acredito muito no Google+ e na ideia de que ele será mais  que simplesmente um rede social. Tanto que fiz três posts sobre ele. O primeiro apresentando a rede a quem ainda não a conhecia(ce). O segundo, sobre dicas do Google Plus para empresas. E no terceiro eu falo sobre um hangout que participei com Chris Brogan, autor de um dos primeiros livros sobre o G+.

Quero desejar um grande 2012 pra você que leu um post aqui, ou enviou um link do Me Emblogando a um amigo, ou me retwittou em algum momento. Que no ano que vem os CEO’s estejam mais atentos às redes sociais ainda. A prova de que isso dá certo foi o Prêmio Aberje 2011 vencido pelo case do MetrôRio. Diminuir o tempo de resposta ao cliente é meio caminho para melhorar o relacionamento, ganhar a confiança do consumidor e vender mais.

Te vejo em 2012.

Feliz Ano Novo!