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Os 7 pecados do e-mail marketing que você deve evitar

O e-mail marketing já é uma ferramenta estabelecida e consagrada no mercado, mas sempre há uma coisinha ou outra para se aprender. Por isso, no dia 31 de outubro, à convite da Dinamize, participei do EMMBRASIL 2012, um dos maiores eventos sobre e-mail marketing e mídias sociais da América Latina. Quem compareceu ao Centro de Convenções Sulamérica, no Rio, gostou do que viu.

O EMMBRASIL trouxe especialistas de agências, que contaram um pouco de suas experiências. Entre eles, Rodrigo de Almeida, Diretor Comercial da Dinamize, que falou sobre os 7 pecados do e-mail marketing, que trago nesse post.

1. Gula – Aumentar a base de contatos não garante aumentar as conversões.
Nem sempre a compra de mailings é uma boa saída. Segundo Rodrigo, muitas vezes, esses mailings são antigos ou compostos por uma base “viciada” de contatos.

O que fazer contra a Gula?

  • Promova a captação de base em pontos de venda;
  • Aumente a capacidade do seu pós-venda e melhore o relacionamento para, no futuro, oferecer mais ofertas aos seus clientes;
  • Faça uso de programas do tipo “member-get-member” (indicações de amigos).

Com essas dicas sua base de dados estará sempre “fresca” e você corre menos riscos de cair nos spamtraps.

2. Soberba e 3. Luxúria

Quem comete esses pecados não analisa relatórios. Além disso, ignora a qualidade e a reputação dos IP’s e domínios utilizados para disparar suas campanhas. Aqueles que praticam a luxúria, precisam observar benefícios reais na troca de IP’s e no exagerado tamanho de sua infraestrutura.

4. Avareza

O conteúdo é rei. Por isso, é preciso saber que um bom e-mail marketing deve ser a mescla de bom texto, com boas imagens, mas sem exageros. Além disso, é preciso perceber que palavra caem mais facilmente em filtros de spam, impedindo que seus e-mails cheguem a toda base de contatos. Conteúdo pobre diminui as chances de uma boa campanha.

5. Inveja

Invejosos, sua campanha de e-mail pode ser tão boa ou melhor que a do concorrente. Basta que vocês procurem engajar a sua audiência, assim como fazem seus concorrentes.

Como engajar?

  • Segmente seus públicos, oferecendo a cada um deles o que realmente interessa;
  • Dê valor às interações. Nelas podem estar excelentes oportunidades de venda e relacionamento;
  • Varie a base. Retire alguns e-mails que podem estar ficando cansados de você e a um clique de te chamar de spammer.

6. Ira

Não desperte a ira dos seus assinantes. Não dificulte o cancelamento da assinatura. Sua base vai se revoltar contra você e reportar SPAM. Não tem jeito. Segundo Rodrigo de Almeida, pouquíssimas empresas fazem a análise da base de opt-outs (aqueles que manifestam a vontade de parar de receber os seus e-mails). Essa é uma análise fundamental, que pode até definir os rumos de atuação de uma empresa no mercado.

7. Preguiça

A falta de análise e implementações pode ser definitiva uma campanha de e-mail marketing. Quem não é preguiçoso corre atrás do sucesso.

Como fugir da Preguiça?

Faça testes A/B com os seus e-mails. Às vezes, uma simples troca no assunto pode render um aumento de 10% no sucesso de uma campanha. Teste e veja o que deu mais certo.
Faça retarget de e-mail marketing.

Como diz Ben Settle: envie e-mails marketing todos os dias, mas faça isso com inteligência. Espero que você aproveite as dicas e não seja um pecador. Boas campanhas.

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A origem das marcas

Começo esse post perguntando: você é convergente ou divergente?

Se você respondeu convergente, prepare-se pra levar uma surra de exemplos, que mostram a divergência como o caminho mais correto para o surgimento de novas marcas. Esse é o pensamento exaustivamente explicado no livro A origem das marcas, de Al e Laura Ries. Os autores se basearam na lei de Charles Darwin, sobre sobrevivência do ser mais preparado, para explicar a razão do sucesso de uma marca em relação a outra.

Em suas quase trezentas páginas, o livro mostra que empresas que acumulam produtos sob a mesma marca, vão deixando a marca pesada e sem ramo de atuação definido. Pense em uma empresa que fabrica carros, motos e celulares, por exemplo. Esse é um caso típico de oportunidade para divergir. Mas, segundo Al e Laura Ries, a maioria das empresas teme criar novas marcas e se agarram a pseudo ideia que diz sua marca tradicional em mais conhecida poderá prevalecer sobre marcas novas, que surgem para disputar mercado.

Crie uma categoria e depois criar uma marca

Uma das dicas mais importantes e valiosas de A origem das marcas é a que fala sobre a necessidade de se pensar em criar uma categoria para aí sim criar uma marca. Muitas empresas querem criar sua marca sem pensar em uma categoria. No livro, os autores citam o caso da IBM. A empresa era imbatível na categoria mainframes, mas aí entrou em uma rota de convergência e abandonou a categoria que criou, deixando de liderar o seu mercado.

Um dos melhores exemplos de criação de categorias citados na obra é o Red Bull, que criou a categoria bebida energética e é líder até hoje. Para Al e Laura, a máxima que diz “menos é mais” é um lema. Além disso, ser o primeiro em um mercado é um grande passo para alcançar o sucesso.

O livro tem inúmeros exemplos sobre a vantagem que a divergência exerce em relação à convergência. Nesse ponto, há um exagero de casos. Mas, se você não perder a paciência, verá que vale a pena.

Entre na mente dos consumidores

Na parte final, as coisas voltam a esquentar e os autores trazem dicas preciosas sobre como entrar na mente dos consumidores (sim, não basta ter o melhor produto. É preciso convencer as pessoas); e sobre como o trabalho de RP pode ser mais útil que a propaganda para lançar uma nova marca, valorizando o branding e a relevância.

Para quem gosta de marketing, e mesmo para quem não tem o marketing como atividade principal, A origem das marcas é uma leitura fantástica. E se você está lendo esse post, procure pelo livro. Como dizem os autores, “divergência é a chave”.

Google AdSense no Rio de Janeiro

Tendência mundial e potencial mercado brasileiro

Autor convidado: Rodrigo Chagas

Diretor do Google AdSense

A equipe do Google AdSense iniciou um city tour por toda América Latina para divulgar informações sobre os seus produtos e apresentar as tendências do mercado para os principais usuários. Meu amigo e colega de trabalho (ma oiieee!), Rodrigo Chagas, recebeu o convite para participar do evento, ocorrido no dia 15 de Março, no Hotel Pestana, em Copacabana. Rodrigo me deu a honra desse post aqui no MeEmblogando e conta o que rolou no evento, além dos planos da gigante de Mountain View para o AdSense brasileiro.

Números Brasileiros: Gigante pela própria natureza

Com uma população de 201 milhões de pessoas, potencializado pelo crescimento econômico do país e o advento da nova classe média, os números fizeram com que a multinacional olhasse com carinho para o mercado Brasileiro.

Nosso país alcançou a 8ª maior audiência de internet do mundo, consumindo mais páginas na Internet do que Austrália, Itália e Tailândia juntas. Tratando-se de e-commerce, o Brasil conquistou R$ 19 bilhões, o que representa um crescimento de 25% comparado ao ano de 2010.

Mobile

Com 40 milhões de usuários 3G, o Brasil está entre os cinco maiores mercado potenciais em Internet móvel. O mercado ficou animado ao saber que, somente no ano passado, o Brasil teve uma adesão de 177% de usuários móveis, número que foi alavancado em razão do crescimento econômico e do início da popularização dos smartphones com o sistema operacional Android no Brasil.

A empresa do Vale do Silício falou com espanto que o número de sites feitos para mobile era pífio, e que o futuro está na mobilidade. Com um crescimento tão espantoso de usuários móveis, as empresas precisam adaptar seus sites para esta nova necessidade, caso contrário podem ficar fora desta “nova onda” multiplataforma (site, smartphones e tablets).

Qual o futuro do Google?

A empresa aproveitou o final do evento para alertar os editores brasileiros a investirem nos quatro setores que a Google aposta para os próximos anos. A gigante das buscas concentrará esforços elaborando soluções para: Busca, Display & Vídeo, Social (Redes Sociais) e Mobile (Apps e Sites).

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Para os próximos meses, caberá aos blogueiros, agências e desenvolvedores a difícil tarefa de se adaptar ao mundo multiplataforma e buscar um lugar de destaque quando o verdadeiro “boom mobile” ocorrer no mercado brasileiro.

Rodrigo Chagas - MeEmblogando

Rodrigo Chagas é Gerente de Projetos Digitais da In Press Porter Novelli,
dublê oficial do Prof. Girafales, além de ser um dos caras mais legais com
quem já trabalhei.

8 erros de Marketing que você pode estar cometendo

Leio muitos blogs gringos sobre Marketing sempre na esperança de descobrir uma novidade que possa trazer benefícios ao mercado brasileiro e a mim como profissional de marketing. Percebo que o Brasil não está devendo nada aos profissionais lá de fora. Cada vez mais o mercado recebe bons profissionais, inovadores e que desejam fazer acontecer.

Embora esse cenário seja muito positivo, especialmente falando em mídias digitais, as chances de se cometer erros de gestão aumentam consideravelmente. Após ler mais um artigo sobre erros em marketing, fiz uma compilação dos oito erros mais prováveis das empresas atualmente. Veja o que você pode fazer para evitá-los.

1. Perder o timing

Antes de lançar uma campanha de marketing grande, dê uma olhada no calendário de suas iniciativas. Deve procurar fazer com que elas coincidam com os eventos da empresa, tais como o lançamento de um novo produto ou uma participação em eventos etc. Se você ignorar o calendário de suas campanhas de marketing, vai acabar perdendo oportunidades importantes – e isso é um erro enorme.

Obviamente, é importante não esquecer que o lançamento de um novo produto é uma grande de geração de buzz e exposição. Muitas vezes, unir táticas offline com as online pode ser de grande ajuda para aumentar a divulgação de novos produtos ou serviços. Hashtags para eventos de lançamento no Twitter e o uso do Fousquare para checkins promocionais são alguns exemplos úteis.

2. Não mensurar resultados

Muitas empresas gastam milhares de dólares em ações de marketing, sem parar para pensar no que estão recebendo em troca. Trabalhar sem monitoramento, sem visão clara do resultado final, é um grande erro.

Antes de desembolsar seu rico dinheirinho para ações de marketing, verifique se você tem uma percepção sobre o que está recebendo em troca. Tente mensurar suas ações de alguma forma. Mas, trabalhe com algo que possa gerenciar.

3. Ter um site que mais parece um anúncio

Toda empresa quer se destacar em relação à concorrência. Então é importante planejar um site pensando nos clientes. Afinal, são eles que vão usar o site realmente.
Saiba trabalhar conteúdos relevantes de forma que os seus stakeholders não pensem em deixar o seu site antes do primeiro clique. Traga algo que os surpreenda. Algo que os façam pensar “mas, poxa, eu não sabia que essa empresa fazia isso!”.

Seu site é uma ferramenta de marketing fantástica para a sua empresa. Por isso não deixe de incluir conteúdos que seus clientes potenciais e atuais acharão úteis. Não trabalhe somente a venda. Trabalhe a experiência do cliente. Não fale só de você ou da sua empresa. De gente que só fala de si mesma o mundo tá cheio.

4. Ignorar clientes Atuais

Embora seja importante para conquistar novos clientes, nunca se esqueça daqueles que já estão com você. Fidelize-os cada vez mais. Surpreenda-os. Encante-os. Ganhar novos clientes é bom, mas é também mais caro. O ideal é fidelizar a base atual e transformá-los em hubs sociais, que poderão trazer novos clientes. Não se esqueça também de promover o networking tendo os seus funcionários como parceiros na conquista de novos clientes.

5. Trabalhar sem objetivos claros

Qualquer negócio de sucesso deve ter um plano estratégico claro e objetivos alcançaveis,, Sem um objetivo claro não há sucesso.

É importante fazer um plano a cada ano, contendo os objetivos definidos para o negócio. Assim, será muito mais fácil de evitar erros e mitigar possíveis riscos. Em meu trabalho, muitas vezes, recebo um briefing que não define um objetivo claro. Como planejar uma estrada que não sei onde vai dar? Quais são os obstáculos a transpor se eu nem sei onde são as curvas no caminho?

6. Impedir a criação

Penso que uma empresa deve ser uma fonte interminável de criação. Isso deve ser disseminado para os funcionários para que eles também tenham essa iniciativa criadora. Mas,aí alguém diz: “na minha empresa, o trabalho é muito burocrático, como posso mudar as coisas?”. A ideia é criar algo útil, que torne o trabalho mais prazeroso e dinâmico. Quem fica parado é água de poço. Não estou falando de reinventar a roda, mas de ser criativo. Isso pode acontecer em níveis variados e mesmo assim gerar resultados incríveis.

7. Querer tudo ao mesmo tempo agora

É tentador estar na vanguarda de tudo. Mas, será que isso significa agir com eficiência e atender bem o cliente?

Procure, sim, mostrar que você pensa em novidades (vide item 6), mas não tente abraçar o mundo com apenas dois braços. Diversificar as ações é importante para atingir público distintos em ambientes variados, mas que precisa de uma página no Foursquare se ainda tem como público-alvo as classes C e D? Agora, se você é dono de restaurante, entre agora no Foursquare. Conheça o que seus clientes pensam sobre o seu negócio. Interaja e se relacione com eles. Se você trabalhar com B2B, talvez o Linkedin gere mais resultados do que o Facebook. Um evento com os influenciadores do seu mercado pode trazer mais resultados que um perfil no Twitter somente.

8. Falta de relacionamento com o cliente

Serviço pra mim deveria ser um dos primeiros pensamentos em qualquer plano de marketing. Servir bem um cliente e garantir que ele pensará em voltar ou comprar o seu produto.

A falta de relacionamento com o cliente em tempos de marketing digital coloca a sua empresa na idade da pedra. Portanto, não esconda o telefone, e-mail, e o endereço da sua empresa no site. Coloque essa informação na primeira página. Muitas vezes, tudo o que o cliente quer e falar com a empresa. E isso pode significar muito pra você.

Trabalhe as redes sociais da sua empresa em seu site, também. Isso evita riscos de o seu cliente seguir perfis não oficiais. Se tiver um blog, responda os comentários mais relevantes. Mostre que você se interessa por quem se interessa por você.

Sucesso.

O que Carros me ensinou sobre marketing e relevância

Há filmes que transmitem as mais variadas mensagens. A cada vez que os assistimos um novo insight pode surgir. Ao rever o filme “Carros”, da Disney/Pixar, percebi que além das mensagens de amizade e gratidão, existe algo ali que vale muito em termos de marketing: a relevância. Acho que esse conceito ficou um pouco banalizado, pois ser relevante para muitos significa ser famoso, o que não necessariamente é verdade. Uma pessoa relevante é alguém cujo conhecimento em um determinado assunto é capaz de influenciar uma audiência e fazê-la seguir uma determinada opinião, seja esse influenciador famoso na grande mídia ou não. Gosto de pensar que a relevância é a consequência de um bom trabalho, de boas ações, do caráter pessoal, enfim, da paixão pelo que se faz.

No filme, o personagem Relâmpago McQueen se vê obrigado a prestar serviços a uma comunidade do interior por ter destruído o asfalto da rua principal da pacata Radiator Springs. Como McQueen é uma pessoa um carro de caráter, ele retira o melhor daquela punição e retribui a hospitalidade dos seus novos amigos com sua amizade e relevância. Antes de McQueen passar por aquela comunidade, a cidade era um marasmo, sem atividade econômica, sem esperança. E mesmo não ganhando a grande corrida da sua vida no final do filme McQueen sai dela como herói e devolve à cidade a alegria e os clientes que haviam desaparecido. A chegada de dois carros famosos – um deles na voz de Michael Schumacher – à loja de pneus do Luigi demonstra a melhor definição de relevância pra mim. O que antigamente era o “Deu no New York Times ou Deu no O Globo”, hoje em dia não basta mais.

A cada dia que trabalho com comunicação e marketing penso que minha missão é fazer com que as pessoas acreditem em seu potencial e saibam explorar o que de melhor podem oferecer. Relâmpago McQueen fez isso com Radiator Springs. Eu faço isso com meus clientes, amigos e comigo mesmo. Afinal, se todos fizerem o que gostam com paixão e dedicação, não vai faltar relevância a ninguém. Lembro que o grande Oscar Schmidt disse um dia que ele fazia o que mais gostava no mundo e os clubes ainda o pagavam por isso. “Carros” me ensinou que antes de ser relevante, devemos ser apaixonados por aquilo que fazemos. Assim, meus queridos, não há como dar errado. Feliz relevância 2012 a todos.

Dedico esse post aos amigos Cristiano “Web” SantosLuiz Guilherme de Beaurepaire. Dois caras de muito caráter, relevância e apaixonados pelo que fazem.

Também dedico esse post ao meu pai, Ivan Peixoto de Carvalho. Um homem que sempre entrou de cabeça em tudo que fazia. Valeu, velho!