Arquivos da categoria: E-commerce

AmazonCart

#AmazonCart – agora você compra na Amazon via Twitter

Agora você pode Twittar o que quer comprar direto para a Amazon. Nesta segunda-feira (5) a empresa de Jeff Bezos mostrou mais uma vez que pode ser considerada sinônimo de inovação ao permitir que seus clientes coloquem produtos em seus carrinhos de compra com apenas um tweet.

Na verdade, essa novidade não permite a compra direta via Twitter, mas usando a hashtag #AmazonCart, nos Estados Unidos, ou #AmazonBasket, no Reino Unido, mais o nome do produto e o link deste na Amazon, é possível colocar produtos no carrinho de compras. A ideia é tornar a experiência de consumo ainda mais simples. Isso é possível graças a uma integração do Twitter ao site da Amazon. Então, não adianta usar a hashtag por aí sem conectar sua conta do Twitter ao maior serviço de e-commerce do mundo. Você também vai ter que se logar no site de e-commerce para fechar sua compra.

Com o #AmazonCart a Amazon prova definitivamente que está anos-luz à frente de qualquer empresa de comércio eletrônico no mundo. Afinal, como diz Nino Carvalho, se você não souber a resposta para alguma pergunta na vida, a resposta é Amazon. =)

Informações via ReadWrite.com

Internet líquida – A rede centrada no consumidor

Há algum tempo, escrevi um post que falava sobre a tecnologia que permitia mudanças na estrutura dos sites, de acordo com o estilo de navegação do internauta, em tempo real, o chamado “morphing“. Recentemente, conheci a IQNOMY, uma empresa holandesa que promete levar essa tecnologia a empresas, agências e desenvolvedores.

Segundo a IQNOMY,  o objetivo é permitir que sites, especialmente os de e-commerce, se adaptem a cada visitante. A empresa batizou este conceito de “internet líquida” e pretende transformar websites em canais de negócios centrados nos clientes.

Ainda de acordo com a IQNOMY, ao contrário do que pode parecer, a implantação dessa forma de morphing ao site não demora muito. Bastam alguns ajustes para o conteúdo mais relevante começar a ser oferecido ao visitante certo, no momento certo e em tempo real.

A solução da IQNOMY se baseia no sistema S.a.a.S. Segundo a Wikipedia, o S.a.a.S é um instrumento mercadológico para fornecer um software, em forma de um serviço ou prestação de serviços.

O software é executado em um servidor, não sendo necessário instalar o sistema no computador do cliente, bastando acessá-lo por meio da internet. O sistema Google Docs, do Google, oferece esse sistema, permitindo que o usuário acesse um pacote de programas.

O fato de ajudar na transformação de sites em canais voltados ao consumidor é sem dúvida uma diferencial no serviço online. Mas, penso que não se deve esquecer que a experiência do usuário não termina no clique final para a compra. Uma logística bem montada e um serviço de atendimento preparado para lidar com consumidores, cada vez mais acostumados às redes sociais, continuam sendo fundamentais para o completo funcionamento do e-commerce ideal.

Morphing – sites que se comunicam com todos

O que você acha de ter um site que fale bem com todos os seus visitantes, mostrando a eles o conteúdo que os interessa diretamente? Sensacional, não? Pois agora isso é possível através de uma técnica batizada de morphing. Meu amigo Nepô me enviou um artigo sobre o tema, publicado na revista HSM, de abril,  e depois de lê-lo percebi que o morphing se encaixa perfeitamente com a necessidade de diminuição do tempo de resposta às demandas que as empresas recebem diariamente.

Morphing é uma tecnologia de computação que permite que um mesmo site se adapte a diferentes estilos cognitivos. A ideia é promover uma metamorfose na internet, mudando a forma como se comunica com os internautas até hoje. Imagine um CRM sempre ativo, estudando os passos dos internautas em tempo real e que possibilite uma nova experiência cada vez que o visitante entra no site?

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Sou + web #7 discute o Twitter

Neste sábado (30), rolou mais uma edição do Sou + Web, evento evento que acontece uma vez por mês no Rio de Janeiro e discute as tendências e os rumos da internet. A sétima edição do evento aconteceu no auditório da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens), no Centro do Rio de Janeiro, e foi totalmente dedicada ao fenômeno que tomou conta da web nos últimos anos: o Twitter. Sob a moderação de Roney Belhassof, a mesa de participantes foi composta pelo especialista em mídias sociais, Roberto Cassano, a blogueira e membro do PontoFrio.com, Simone Villas Boas, pelo blogueiro, Luis “The Best” Ricardo, e o criador do Twitcast, Leandro Bravo.  O Sou+Web é uma ideia de Nino Carvalho, coordenador do curso de pós-graduação em gestão estratégica de marketing digital da Facha/Igec.

“Você não apaga nada do Twitter” – The Best
O primeiro a falar foi Luis Ricardo, mais conhecido como The Best. Blogueiro experiente e antenado com as várias redes sociais, The Best destacou as características que diferem o Twitter das demais ferramentas. Para ele, o tempo que uma empresa ou blogueiro tem para atrair um usuário é curto. O tiro deve ser certo. “Você tem uma ou duas “twittadas” pra poder atingir o seu público. Mas do que isso, você já passa a ser uma pessoa chata.”, disse o blogueiro. Sobre as empresas que estão entrando no Twitter, The Best disse não se incomodar com isso. “Não vejo problema em se fazer publicidade no Twitter desde que eu acredite no produto.” Para ele, os recentes cases  de publicidade paga com Marcelo Tas, contratado para postar tweets para uma empresa de telefonia e, mais recentemente, o do blogueiro Cris Dias, não  vão contra as diretrizes do Twitter. The Best afirmou que não gosta quando se vende opinião, mas não condena quem faz isso. Segundo o blogueiro, isso é uma discussão que vai além dos 140 caracteres.
Twitter x RSS
The Best não é partidário do uso do Twitter como feed. Para ele, se uma pessoa gosta de um blog, assina o RSS daquele blog, sem precisar ficar sendo bombardeada com os links de atualizações. Esse uso do Twitter como leitor de RSS não é bem visto na twittosfera. A @fimdejogo, do blog Fim de Jogo,  e @lebravo do TwitcastBR,  levantaram uma questão que pode servir como exceção a essa regra. Para The Best, blogs que dependem de atualizações on time podem usar o Twitter como RSS, pois suas informações perdem a relevância se não forem divulgadas na hora.


Luiz Ricardo – The Best – foto: Bruno Fontes

“A oportunidade está nos mimimis” – Simone Villas Boas

Simone Villas Boas foi a segunda palestrante a falar. Simone separa o Twitter em cinco grupos: o daqueles que buscam por socialização, os que querem descobrir diversão, os que procuram informação, os “mimimi” que só querem reclamar e compartilhar suas mazelas e, finalmente, os que desejam dizer o que estão fazendo no Twitter, função inicial da ferramenta. Para Simone, cada um desses grupos distintos pode ser impactado por uma ação específica. O mais importante é que esta ação seja pontual e imediata, e que ela mexa com quem está twittando. “As grandes oportunidades para as empresas estão nas hashtags de mimimi”. As hashtags são as palavras que vem depois do símbolo # e que dão o tom do assunto tratado em cada post. Os mimimis geralmente mostram algum tipo de insatisfação e podem motivar uma ação de marketing. “Quem vende sapato, chocolate ou bebida alcoólica tem que aproveitar essas oportunidades. É uma questão de timing”, diz Simone. Para ela, o SAC das empresas tem que atuar junto com o acompanhamento do Twitter. Segundo Simone, o Twitter não é uma ferramenta para atendimento ao cliente.

@lebravo e o case da Best Shop

Leandro Bravo trabalha com internet e webdesign há mais de dez anos. Em sua palestra, ele falou do Twitcast, podcast criado por ele e um dos primeiros a ser dedicado inteiramente ao Twitter. Mas, o case da Best Shop foi o  tema que pontuou sua participação. Pra quem não sabe, a Best Shop divulgou uma promoção no Twitter que consistiu numa caça às ofertas e prometeu vender TVs LCD por R$ 200,00, durante as madrugadas. A ideia pegou carona na falha da FNAC, que teve uma alteração drástica nos seus preços recentemente, alegando que hackers teriam invadido seus sistema. LeBravo relatou que ele mesmo ficou acordado para comprar as TVs até uma da manhã, mas o site saiu do ar. No dia seguinte, eles prometeram vender as tais TVs, mas ninguém conseguiu comprar. Um #FAIL sem tamanho. A confusão que a Best Shop arrumou na web foi tão significativa que o case disseminou um certo ódio à empresa, que culminou na criação do euodeioabestshoptv pelo próprio Leandro Bravo. No site, está sendo proposta uma ação conjunta de processo. Isso vai dar pano pra manga. Como disse Nino Carvalho, as empresas não podem mais entrar de orelhada na web. Concordo plenamente.

A bancada “fera” do Sou+Web#7.  Foto: Bruno Fontes

“O Twitter cria redes sociais efêmeras” – Roberto Cassano

O último palestrante do dia foi Roberto Cassano, diretor de mídias socias da Frog, uma das mais respeitadas agências com foco em mídias sociais no Brasil. Segundo @rcassano, o Twitter é um formador de redes efêmeras. Como exemplo, ele citou as discussões sobre Fórmula 1, que se resumem estritamente ao acompanhamento das corridas e acabam quando elas terminam.

Cassano também comentou a ação desastrosa da Best Shop, mas analisou o outro lado da história. “Só erra quem tenta.” Para ele, olhar o lado da empresa também deve ser levado em consideração, pois eventualmente todos vamos errar. Ele ainda comparou o Twitter às antigas BBS – bulletin board systems – em que existia a forma “reply to all”, que para Cassano é exatamente o que acontece com o Twitter hoje.

Um assunto que também permeou a discussão do evento foi a humanização do Twitter. Cassano é o criador do @oleitorvoraz – Twitter da Frog que promove ações para a Ediouro. Para Cassano, o @oleitorvoraz é o case que ele vai guardar com carinho para toda a vida. O twitter da Ediouro virou um personagem tão humano que chegou a ser convidado para o amigo oculto de vários twitteiros. “O Twitter também é humano”, disse Cassano.


O efeito “todo mundo”

Cassano alertou para um efeito curioso provocado pelo Twitter. Ele consiste em se achar que todos estão falando sobre a mesma coisa na rede social e ao mesmo tempo. ” Você tem a sensação com o Twitter de que todo mundo está falando sobre um determinado assunto e isso não é verdade. Esse é um fenômeno que permite ser trabalhado pelos marketeiros e pode ser interessante para as marcas.”, afirmou o jornalista.

“A marca só é bem aceita se falar “twittês”

“O Twitter vai morrer um dia”

Roberto Cassano

O sétimo Sou + Web foi interessante sobre vários aspectos, principalmente para ver que o Twitter, assim como outras redes sociais, ainda é uma área desconhecida para muitos, mas gera cada vez mais interesse. A discussão foi de alto nível e os palestrantes não decepcionaram aqueles que foram conferir.

Parabéns a todos.

Links relacionados:

Blog S.O.B.R.E.T.U.D.O

Senhor Estarei te irritando

Blog do The Best – Sim, ele debate e ainda posta depois! O cara é o The Best, né?

E-commerce de material escolar – Que a Força esteja com você

Hoje em dia, quando se pensa em compras com praticidade, rapidez e variedade, logo se conclui que a internet é a melhor opção. O item segurança não foi citado por razões óbvias: compras online só devem ser feitas se o site oferecer um banco de dados, com senhas criptografadas e tudo mais que possa garantir tranquilidade para o comprador. E nem todos os “sítios” são assim.

Mas, de volta ao assunto, levei em consideração todos os atrativos que o e-commerce pode proporcionar e pensei: vou comprar o material escolar da minha filha na web, claro! Terei uma grande variedade à minha disposição e ainda poderei pesquisar melhor os preços, certo? Errado!

Descobri que nos sites mais famosos não se consegue comprar somente dois lápis pretos no. 2, por exemplo, e sim, no mínimo, 12! Pra que 12 lápis, me perguntei. Também, não é possível adquirir um jogo de 24 cores. Somente se eu levar junto um outro produto. Venda casada? Que feio!

Ao final do martírio da infeliz busca por um site que me permitisse comprar item a item, ainda fui presenteado com uma pérola: o site de uma papelaria bastante tradicional solicita que o usuário digite TODA a lista de material no seu cadastro para que após algum tempo (não especificado pela empresa!!!) eles entrem em contato confirmando se todos os produtos poderão ser entregues. Genial! Principalmente pra quem tem mais de um ou dois filhos e todo o tempo do mundo!

Brincadeiras à parte, é incrível como esses sites não percebem a oportunidade que têm em mãos: satisfazer o cliente e proporcionar uma compra rápida. Quem já comprou material escolar sabe o quanto é penoso ter que passar a lista toda com o vendedor. Pois, para a minha surpresa, encontrei uma loja não-virtual que, não só me atendeu com precisão e rapidez, como já tinha uma cópia da lista da escola da minha filha, pronta, com preço e facilidades de pagamento.

Fica a dica para quem quer transformar o e-commerce: pense como o consumidor.