Arquivo do autor:Fábio Carvalho

Fim do Google Reader – Oportunidade para quem quiser

Um dos assuntos mais comentados na web essa semana foi o fim do Google Reader – agregador de feeds de RSS disponibilizado pelo Google. Segundo o gigante de Mountain View, a data para descontinuar o produto já está marcada: primeiro de julho de 2013.

Com o Reader sobrevivendo por mais alguns meses, o #mimimi cresceu. Posts sobre o assunto estão pipocando por todos os lugares. A maioria das publicações mostra alternativas ao Google Reader, como o post do Cristiano Web, no site do Carreira Solo. Mas pelo que tenho ouvido, nenhuma delas deve tocar os corações do fãs do agregador do Google.

Esse post não é só sobre o fim do Google Reader. Ele é sobre uma oportunidade.

O fim do Reader representa a criação de um “oceano azul” para desenvolvedores que queiram preencher essa lacuna deixada pelo produto. Então, para você que está reclamando da morte do Reader segue um conselho: arregace as mangas e crie uma opção legal de RSS. Quem sabe você não cria um produto tão bom quanto o Reader e consegue arrastar um bom secto de fãs para ele? Eu sempre encaro o fim de alguma coisa como o início de uma outra, às vezes, muito melhor, seja um emprego, relacionamento etc.

Eu adoraria usar o seu Feed de RSS. Se ele for bom mesmo, como o futuro finado Reader, faço um post de divulgação aqui no blog. Então, aceita o desafio? Bora! Mãos à obra!

15 minutos de fama – pra dar fôlego à semana

Há mais ou menos dois meses, venho participando com os amigos Cristiano Santos, Roney Belhasoff e José Telmo do projeto 15 minutos de fama; um videocast que trata dos assuntos mais relevantes na web, que é feito na ferramenta Hangout on Air, do Google+.

Neste domingo (10), gravamos mais um programa. Falamos sobre o novo visual do YouTube, o tweet equivocado enviado pela conta do Ministério da Defesa, uma ação de marketing “fail”, usando o ex-goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, e a briga entre Facebook e Google+ pelo visual mais legal.

Confira o 15 minutos, que nunca é feito em 15 minutos, mas que garante ideias interessantes para a sua semana.

Redes sociais no trabalho: liberar ou não?

Antes de decidir se uma empresa deve permitir o acesso dos funcionários às redes sociais, deve-se analisar a sua cultura. Um dado interessante é que as características das empresas no mundo dos átomos, muitas vezes, refletem suas atitudes no mundo dos bytes, nas redes sociais.

Políticas de Comunicação Digital

Depois de se avaliar a cultura organizacional, é importante que as organizações desenvolvam políticas de comunicação digital. São elas que ditam as regras do jogo, ou seja, as políticas são instrumentos que orientam os funcionários e mostram o que pode e o que não pode ser postado. É muito importante que as políticas de comunicação digital tragam capítulos especiais sobre a natureza de cada rede, mostrando claramente para que elas servem, sua utilização e suas características únicas, além de exemplos de publicações de mau gosto e postagens indevidas. Dessa forma, todos estarão atentos e aptos a usar esses as redes sociais corretamente e em prol da empresa.

Tive a chance de participar da elaboração da política de comunicação digital de um grande grupo empresarial. Infelizmente, a determinação da organização era não permitir que os funcionários utilizassem redes sociais no trabalho. Sendo assim, não faria sentido uma política que propusesse o acesso às redes no ambiente profissional. Mas, de qualquer forma, aquele documento continuou tendo valor, pois orientava os funcionários a não expor o grupo e os próprios colegas a situações vexatórias e embaraçosas, em postagens feitas fora do ambiente de trabalho. Um outro passo que merece atenção é a apresentação da política aos funcionários e a sua distribuição na organização.

Minha opinião

Particularmente, sou extremamente a favor do uso das redes sociais no trabalho. Além de acelerarem a comunicação entre funcionários, evitando um número absurdo de e-mails, elas promovem o engajamento do público interno, colaboração e desenvolvimento de projetos profissionais. Funcionários bem orientados podem se transformar em verdadeiros hubs (disseminadores de mensagens-chaves) da empresa, isto é, verdadeiros vendedores das ideias da organização, trabalhando como divulgadores voluntários.

Dessa forma, as empresas mostram que confiam em seus funcionários e acreditam que eles podem seguir as orientações das políticas de comunicação. Em contrapartida, os funcionários devem agir com responsabilidade e saber que estão trabalhando. Simples assim.

Dedico esse post à consultora de marketing Denise Tonin. Foi em uma postagem dela no Google+ que começamos uma conversa, que me motivou a escrever sobre o assunto.

E aí, como é o acesso às redes sociais na sua empresa? Sua opinião aqui é totalmente liberada. =)

Burger King, conta hackeada e gestão de crises

Sempre que dou uma palestra ou converso sobre redes sociais com estudantes universitários, eu pergunto: vocês têm certeza que querem trabalhar com mídias sociais? As respostas geralmente são unânimes: sim. Aí, mudo a entonação e pergunto de novo. Começo a ver nos alunos semblantes diferentes, do tipo, “pô, esse cara tá querendo dizer alguma coisa pra gente!”. E realmente quero.

Nesta segunda (18), a conta da lanchonete americana Burger King, no Twitter, foi hackeada, tendo sua foto de capa e perfil trocados pela do principal concorrente: o McDonald’s. Como foi feriado dos Estados Unidos, por mais de duas horas o hack não foi alterado. O que me causou certo espanto é que a conta do Burger King é verificada – ou seja, aprovada pelo Twitter com uma espécie de selo de veracidade. Mas, nem isso impediu que o ataque fosse desfeito com rapidez, via Twitter.

Nenhuma empresa está livre de ter uma conta hackeada. Mas o fato de ser um feriado e haver demora na recuperação da conta, que mais tarde foi suspensa, denota uma série de possíveis razões para a demora na recuperação da conta:  falta de controle em um dia em que não se estava esperando um ataque, ausência de monitoramento ou equipe despreparada para perceber com rapidez o que acontecia e alertar o próprio Twitter.

twitter burguer king hackeado

A imagem do hacking feito na conta do Burger King

Ao contrário do Burger King, o McDonald’s se mostrou atento e rapidamente twittou que lamentava o ocorrido com a conta do concorrente e (obviamente) nada tinha a ver com o hacking.

resposta do mcdonalds ao hacking do burger king

Resposta do McDonald’s ao hacking ao Burger King

A questão principal é que esse é um típico caso de gestão de crise e deve ter mostrado ao Burger King que mídia social não é brincadeira. Para reforçar essa ideia, cito o case do MetrôRio, que foi uma grande escola pra mim. Para que as coisas dessem certo uma equipe de mais de 10 profissionais, entre estrategistas, produtores de conteúdo, plantonistas e assessores de imprensa, trabalhou juntos para controlar crises, e não foram poucas.

O interessante disso tudo, no caso do Burger King, é que em uma hora a conta cresceu em 15 mil seguidores.  O errado pode ter dado certo. Em mídias sociais, as coisas acontecem muito rápido e se você não está preparado para agir rápido, duas horas podem representar muita coisa e o dano pode levar tempo pra ser desfeito.

 

Inspire e envolva

Escrevi esse texto originalmente no Google+, mas gostei tanto dele que resolvi postar aqui no blog, também.

Não tenho ligação alguma com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), mas admiro muito o trabalho do órgão, aqui no Rio de Janeiro. Hoje, vi uma cena muito legal: um gari ajudando uma senhora a atravessar a rua, em Jacarepaguá, bairro da zona oeste, da cidade. Quis tirar uma foto, mas não deu tempo.

O que gostaria de registrar aqui é que depois de Renato Sorriso – o gari-passista da Marquês de Sapucaí -, a empresa ganhou uma cara de simpatia e jeito carioca, e isso deve ter inspirado outros funcionários a fazer mais que apenas limpar as ruas, tarefa já árdua por si só.

Isso é bacana, também, porque os garis deixam de ser os fantasmas invisíveis que muitas pessoas ignoravam e passam a ser percebidos como profissionais e, principalmente, pessoas. São pequenas ações positivas que fazem a imagem de uma empresa. Parabéns ao gari, cujo nome infelizmente não sei. Que o seu gesto inspire e envolva mais pessoas, dentro e fora da Comlurb .